Parcerias potencializam vendas diretas de agricultores

A comercialização de produtos da agricultura familiar movimentou pelo menos R$ 4,2 milhões em feiras durante a pandemia no Amazonas, segundo a ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável). Um empreendimento que possibilitou a geração de renda aos produtores rurais num período em que praticamente toda a economia do Estado esteve parada por conta das medidas de prevenção contra a Covid-19 na região, ressalta o órgão.

A iniciativa foi motivo de comemoração para lembrar o Dia do Agricultor, que aconteceu nessa terça-feira (28). Ao contrário de outros segmentos que foram obrigados a suspender as atividades por quase três meses no Estado, os agricultores familiares mantiveram seus negócios e direcionaram a produção para abastecer o mercado consumidor de Manaus através das feiras coordenadas pela ADS. 

Sem atravessadores e com preços competitivos, o setor ganhou mais fôlego para incrementar os negócios. A parceria com a agência possibilitou que os produtos fossem vendidos diretamente ao consumidor final, um diferencial que barateia os custos com logística e os valores de venda.

 “Hoje (ontem), é o Dia do Agricultor, e estamos comemorando a data com a liberação de R$ 350 mil em créditos para esses produtores”, disse o governador do Amazonas, Wilson Lima, durante evento na sede da Sepror (Secretaria de Produção Rural do Amazonas) para fomentar o setor primário nesses momentos difíceis causados pela crise na saúde.

O crédito emergencial vem da Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas), que disponibilizou empréstimos de até R$ 21 mil aos empreendedores da agricultura familiar. Ao todo, foram beneficiados 56 agricultores dos ramos de laticínios, hortaliças, frutas, ovos e condimentos.

Segundo Wilson Lima, a liberação dos recursos é para reduzir os impactos econômicos durante a pandemia. “Nós diminuímos os juros, aumentamos o prazo de pagamento e também renegociamos aquelas dívidas que estavam pendentes por parte dos agricultores”, acrescentou o governador. “E tudo isso para beneficiar o setor primário”, disse.

O presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço, avalia que a chegada de mais investimentos e crédito ao produtor rural vão fortalecer as atividades no campo. “Esse fomento é primordial para a interiorização da economia, principalmente na piscicultura, um dos segmentos com maior potencial de crescimento na região”, afirmou.

O governador Wilson Lima anunciou ainda um crédito de R$ 1,2 milhão para fortalecer ações de defesa agropecuária no Amazonas. Os recursos virão pela celebração de um convênio entre o governo do Estado e o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

De acordo com a Afeam, houve 67 atendimentos aos feirantes, mas somente 56 deles foram contemplados com o crédito emergencial, totalizando R$ 358,6 mil. “A parceria com a ADS ampliará o alcance da linha especial de financiamento lançada em abril”, afirmou o presidente da agência, Marcos Vinicius Castro.

Os feirantes podem ter uma linha de financiamento de R$ 5 mil (sem avalista) e até de R$ 21 mil (com avalista). E um prazo de 180 dias para começar a pagar com uma taxa de juros anual de 6%, a menor do País, segundo a Afeam.

A agricultora Marli Bonati Garcia, que veio junto com a família de Pacaembu (SP) para o Amazonas há mais de 15 anos, cultiva maracujá na região do município de Manacapuru, entre os rios Negro e Solimões. 

“Hoje, a situação está melhor. Conseguimos conquistar alguns bens. E nossa plantação de maracujá conta com 50 mil pés”, disse. Ela faz parte de um setor primário que reúne hoje pelo menos 15 mil agricultores no Estado. E têm nessa atividade a sua principal sobrevivência.

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