Parceria incentiva segmento de ornamentais

O superintendente da Seap/AM (Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca do Amazonas), Estevam Ferreira, se reuniu com o superintendente do órgão similar de Minas Gerais, Wagner Benevides, com a intenção de efetivarem uma parceria para dar impulso ao segmento de criação e comercialização de peixes ornamentais.
De acordo com Ferreira, a parceria entre as superintendências visa complementar as ações e fortalecer a criação do peixe ornamental em todas as regiões do país. “O peixe da região amazônica é nativo, e o das regiões Sul e Sudeste é considerado exótico. Então nós queremos começar a criar os peixes amazônicos principalmente nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, além, é claro, do Amazonas, criando uma nova dinâmica, melhorando a comercialização, trazendo grandes empresários para o setor”, destacou Ferreira. Segundo ele, a aquicultura já recebe financiamentos por parte do governo federal, mas não o bastante para suprir todas as necessidades do setor.
Na avaliação de Ferreira, a parceria com Minas Gerais tende a aperfeiçoar a situação dos pescadores ornamentais, que já possuem colônias, associações e estão pretendendo instalar até um sindicato. A parceria ainda visa ampliar o campo de atuação e vendas do peixe ornamental.
Ferreira contou que as empresas que compram o produto também estabelecem o preço a ser pago. Os mercados ainda são pequenos, porém a secretaria está iniciando trabalhos para a descoberta de público e de produção, até mesmo para que o consumo do peixe ornamental possa ganhar força econômica. “Nem todos os pescadores têm ainda a organização de pescar o peixe e levá-lo para a cooperativa para que esta possa realizar ações de critérios de qualidade e preços. Isso acontece tanto com os alevinos quanto com os peixes criados”, esclareceu Ferreira, ao contar que uma empresa pode pagar até R$ 10 pelo milheiro de filhotes de peixes.
Outro motivo do encontro é tentar diminuir os obstáculos para cultivo do peixe ornamental como, por exemplo, os custos e a exportação. “Quando é possível se aproveitar matrizes e há reprodução, por conseguinte acontece uma diminuição na pressão do estoque, ou seja, o que é retirado acaba sendo reposto”, explicou Benevides.

Projetos para o segmento

O governo federal está com projetos para o desenvolvimento do consumo de peixe ornamental. “Será instalada uma infraestrutura em Barcelos, que é o município com maior destaque nesse segmento. Vai haver uma presença muito maior do setor como um todo”, revelou Benevides.
No Amazonas existem oito associações de aquicultores. “No ano passado existiam 21 associações, porém, com a crise, esse número foi diminuindo radicalmente”, contou Ferreira. A criação do peixe ornamental pode gerar entre R$ 600 e R$ 2.000 por mês para as famílias aquicultoras.

Motivos para criação

De acordo com o gerente da J.A. Loureiro, Alcemir Júnior, os projetos para impulsionar a criação do peixe ornamental tendem a fortalecer cada vez mais o segmento. “É muito importante que sejam feitos investimentos nessa área porque gera emprego e renda para quem trabalha no setor não apenas por necessidade, mas também por gostar”, comentou.
Segundo ele, a expectativa da associação dos aquicultores é de que o setor tenha mais incentivos. “Criando uma infraestrutura aqui no Estado, mais pessoas vão poder se interessar por peixes ornamentais e também valorizar a criação”, reforçou.
Ainda na avaliação do gerente, a atividade possui retorno financeiro garantido, apesar das dificuldades com pagamento de imposto de renda e contribuições sociais. Mesmo com a economia mundial passando por dificuldades, Alcemir Júnior afirmou que a atividade não foi afetada.

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