Parceria exige compromisso

A integração entre as economias de vários países tem permitido que muitas empresas nacionais formalizem parcerias com organizações transnacionais que realizam atividades semelhantes, principalmente no setor de serviços. Para a empresa local, é uma oportunidade para adquirir porte internacional e se consolidar em seu mercado interno alinhada ao padrão mundial de atendimento no seu segmento de atuação, impulsionando seus negócios. Para a multinacional, torna-se uma chance de oferecer aos seus clientes globais um serviço confiável e com o seu padrão de qualidade em regiões distintas.

Nesse cenário, um profissional especializado tem sido fundamental na manutenção do elo entre uma empresa local e sua parceira no exterior. Trata-se do ILP (International Liaison Partner, em português: Parceiro de Vínculo Internacional). O ILP tem um papel-chave para a empresa local. Ele passa a ser a ponte na recepção dos clientes enviados pela multinacional para atendimento aqui no país. Em geral, esses clientes são empresas internacionais, com grande capilaridade mundial, mas que preferem confiar um tipo específico de serviço terceirizado a um prestador que possui atendimento mundial.

Essa prática é boa tanto para empresa local, que amplia seus negócios, como para as organizações transnacionais parceiras, que colocam nas mãos de seus clientes globais um serviço fidedigno já conhecido em qualquer parte do mundo. Entretanto, o ILP tem muitas funções a realizar para tornar essa aproximação realmente profícua.

Obviamente, o profissional deve ter boa experiência internacional para desenvolver suas tarefas com eficiência. No seu trabalho no dia-a-dia, cabe a ele averiguar o cumprimento de todos os aspectos do acordo existente com o parceiro e identificar se a empresa local tem seguido as diretrizes políticas e estratégicas estabelecidas entre ambos.
Nesse tipo de parceria, é comum que membros internacionais dela demandem a empresa local a execução de serviços tanto aqui quanto lá fora. Nesse caso, a qualidade do atendimento deve ser a melhor possível. É, em geral, nessas situações que a parceria é colocada à prova. E o papel do ILP é preponderante nesse momento. Também é importante que os sócios e funcionários da empresa local sintam-se parte integrante da parceira, condição para a qual o profissional responsável pela relação de ambos também deve contribuir.

Com referência à comunicação, o ILP deve sempre promover o parceiro no país, no nível público ou privado. Deve, ainda, assumir a responsabilidade da comunicação entre os membros da aliança e responder e fazer consultas no exterior sobre assuntos que envolvam ambos. Por fim, parceria é troca de interesses comuns. Mantê-la em níveis adequados de eficácia é tarefa árdua, mas com elevada relação custo-benefício.

Esmir de Oliveira é ILP e sócio-diretor da BDO Trevisan E-mail: [email protected]

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