Parceria entre Ufam e Suframa tem história vitoriosa

Excelência é um status que jamais se alcança contando somente com as próprias forças. Completando quase meio século de atuação na Amazônia, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) é considerada por uma das mais respeitadas Instituições do Estado, a Ufam (Universidade Federal do Amazonas), uma parceira, com a qual divide uma grande responsabilidade: contribuir de forma concreta para o desenvolvimento regional.

“A missão da Suframa contribui para que a própria missão da Ufam se concretize, que é, principalmente, centrar esforços na capacitação de recursos humanos. A Ufam coordena uma série de projetos envolvendo qualificação em vários ângulos e a Suframa sempre está presente, como parceria”, avaliou a reitora da Ufam, Márcia Perales.
Segundo ela, o mais importante é que os desdobramentos desses projetos se expressam num circuito de uma cadeia que estava interrompida e que hoje consegue fluir para completar um círculo vicioso.

Recentemente, as duas instituições estiveram reunidas para apresentação dos resultados de uma pesquisa desenvolvida em torno da cadeia produtiva de papelão no PIM (Polo Industrial de Manaus), e que contou com a participação de uma empresa do parque fabril, prioritariamente, e também da Suframa.
“A questão dos catadores de papel é crescente e o Distrito Industrial trabalha com uma quantidade imensa desse material. O estudo realizado sob a coordenação de professores da Ufam permitiu identificar que o tratamento dado ao papelão é quase 100% correto do ponto de vista ambiental e dentro de padrões de sustentabilidade. A análise da pesquisa teve uma dimensão econômica, social e ambiental”, explicou Perales.

Ainda de acordo com a rei-tora, a pesquisa focou essas três dimensões, que interessam à Universidade, como instituição publica federal, e que persegue a excelência acadêmica, mas com compromisso social, e interessam também à Suframa, porque além da parte econômica, tratou do destino dado aos resíduos sólidos e líquidos e o papel que os catadores têm na cadeia produtiva.
“Mais ou menos 20 pesquisadores participaram, coordenados pela profª. Therezinha Fraxe e pelo prof. Daniel Gentil. Para se ter uma idéia, no Brasil, 43% do material coletado (papel) é tratado adequadamente. Aqui no PIM, é quase 100%. Na Alemanha é cerca de 75%. Essa parceria permite que inferências como essas sejam feitas”, salientou a reitora.

Avaliação da gestão da Suframa

Eleita reitora há menos de um ano, Perales comentou sobre a ansiedade que a cobriu logo que assumiu a posição de líder maior da Ufam, pois se trata de um compromisso firmado com a sociedade amazonense, onde as consequencias de suas ações extrapolam o universo acadêmico.
“Acho que é uma gigantesca responsabilidade. A honra de estar à frente de uma Instituição como a Ufam é proporcional ao desafio que isso simboliza. A Suframa também assumiu um compromisso muito grande e ela precisa, quando compõe seu Conselho, ter presente pessoas que não foquem única e exclusivamente a questão econômica”, enfatizou Perales. Essa orientação, executada pela autarquia, é o que a permite traçar suas diretrizes de trabalho dentro de uma visão ampla. “Isso tem acontecido, sobretudo, nos últimos anos, que foi na gestão da Flávia Grosso, que tem uma visão ampla”, elogiou a reitora.

Projeto ZFM

Quando o assunto é Zona Franca de Manaus (ZFM) é quase impossível que fique fora das rodas de discussões a questão da prorrogação.
“Entendo que é um projeto consolidado e tem que ser continuado. Os benefícios são muitos. A comunidade tem um parque industrial à sua disposição, e isso não se vê em outro lugar, não com esses benefícios”, ratificou Perales, ressaltando que, apesar do intenso processo migratório que existiu num no período específico, fica muito difícil imaginar o Amazonas sem do Distrito Industrial.

Para ela, além dos incentivos às indústrias, o Polo Industrial de Manaus se destaca, hoje, pela sua capacidade de reunir em seu ambiente fabril desde empresas montadoras a projetos voltados para a inovação.
“As pessoas que são chamadas a participar desses processos se sentem parte de algumas inovações tecnológicas desenvolvidas aqui. A figura de maquiadores pela qual éramos reconhecidos foi deixada de lado. Os Processos Produtivos Básicos (PPBs) deram uma ajuda grande nesse sentido”, afirmou a reitora.

Empregabilidade imediata

A Universidade Federal tem 109 cursos de graduação. As áreas ligadas às tecnologias e às engenharias têm uma relação direta com o PIM. Mas não são somente elas. Egressos das faculdades de Administração e de Ciências da Computação também têm vagas garantidas no Distrito Industrial.
“O próprio Núcleo de Inovação Tecnológica da Ufam tem, hoje, um diálogo interessante com a Suframa. O curso de língua inglesa, o de comunicação social e tantas outras habilitações podem ser aproveitados no setor industrial à medida que essas empresas precisarem desses profissionais para se consolidarem, efetivamente, como instituições privadas”, enfatizou Perales.

Academia X Empresariado

A parceria público/privada era impensável há 15 anos. A Universidade, pelo perfil, pela natureza, pela missão que tem, entendia ser quase impossível manter essa relação sem abrir mão de seus princípios e ideais. Atualmente, o que permite o desenvolvimento de ações conjuntas entre instituições de ensino e pesquisa e a classe empresarial não é o valor negociado ou os possíveis resultados, mas aquilo que é comum para as duas partes. “Pesquisas que possibilitem processos de inovação tecnológica, possível política de tratamento de sólidos e líquidos, por exemplo. É isso que agrega e faz com que hoje tenhamos uma relação mais clara, onde nós colocamos os nossos pontos e as empresas os seus e conseguimos trabalhar, porque no final os desdobramentos trazem benefícios coletivos”, comemora a reitora.

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