Paraná volta a exportar carne bovina

Com o reconhecimento internacional do Paraná como área livre de febre aftosa com vacinação, o estado deve voltar a exportar em torno de 40 mil toneladas de carne bovina e 90 mil toneladas de carne suína por ano, segundo o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini. Esse é o total que era comercializado em 2005, quando o estado perdeu o status de área livre da doença.
Os prejuízos estão sendo avaliados em US$ 300 milhões, mas o que devemos levar em consideração é que o momento é bom para a pecuária, o mercado está aquecido e a boa qualidade da carne paranaense é fundamental para a reconquista do mercado, destacou Em 2006, foram exportadas 12,5 mil toneladas de carne e, em 2007, cerca de 10 mil toneladas.
O secretário disse que as organizações paranaenses ligadas pecuária voltarão a fazer promoções em feiras e visitas aos mercados internacionais para ampliar a oferta do produto. O Brasil está se transformando no principal país exportador de carne, com 2,5 milhões de toneladas exportadas, 25% do que se produz. E o Paraná vai acompanhar essa tendência. A Rússia, um dos principais mercados do Brasil, habilitou quatro frigoríficos paranaenses para exportar carne bovina para aquele país e o estado está exportando carnes para o Egito, Irã e outros países, acrescentou.

Reconhecimento internacional

Em 2000, o Paraná obteve o reconhecimento internacional da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) de área livre da doença com vacinação, mas perdeu essa condição em outubro de 2005, com a ocorrência dos focos de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e a entrada de animais vindos daquele estado.
Em 2006, provas sorológicas e o vínculo epidemiológico levaram a OIE a reconhecer a doença em sete propriedades paranaenses, o que levou ao abate de 6.781 animais. O secretário lembrou que desde esse período o estado vem se esforçando para recuperar o reconhecimento internacional, decisão comunicada ontem, pela Comissão Técnica Científica da Organização Mundial de Saúde Animal.

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