17 de agosto de 2022
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Paraguai busca ajuda para enfrentar crise

O Paraguai vai buscar a ajuda de organismos multilaterais para obter linhas de crédito para enfrentar a crise financeira internacional. O país também está preocupado em saber como os problemas enfrentados pelo Brasil vão afetar a economia do país vizinho

O Paraguai vai buscar a ajuda de organismos multilaterais para obter linhas de crédito para enfrentar a crise financeira internacional. O país também está preocupado em saber como os problemas enfrentados pelo Brasil vão afetar a economia do país vizinho.
Os ministros da Fazenda do Brasil e do Paraguai estão reunidos em Brasília, para avaliar essas questões.
“Estamos interessados em ver a situação do Brasil, como o país está enfrentando a crise, e como essas medidas do Brasil afetariam economias de menor escala como a do Paraguai”, disse o ministro da Economia do Paraguai, Dionísio Borda. O ministro afirmou que o país vizinho já reduziu sua estimativa de crescimento para 2009 de 5% para 3%. Ele espera que essa expansão menor tenha repercussões nas contas públicas, no crédito e nas exportações, principalmente de carne e soja. “Isso vai ter também uma repercussão em termos de produção, tem o seu efeito sobre o emprego e, fundamentalmente, nos preocupa muito o tema de como blindar e proteger as pessoas que estão na extrema pobreza”, afirmou.
Em relação à ajuda internacional, ele destacou a necessidade de buscar crédito de liberação imediata de organismos multilaterais, sem especificar se seria do Fundo Monetário Internacional ou Banco Mundial.
“Estamos discutindo com organismos multilaterais diferentes linhas de crédito de acesso rápido para poder responder e enfrentar a situação por meio de obras de infra-estrutura, de habitação e alguma transferência direta para (combate à) pobreza”.

Oferta de crédito melhorou

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, considerou na quarta-feira que a crise financeira não terminou e que o congelamento do crédito, apesar de não ser tão difícil como nos últimos meses, continua impedindo o bom funcionamento do sistema financeiro. “O congelamento do crédito não está mais tão difícil, mas o pouco de circulação (de crédito) não é suficiente para que o sistema funcione bem”, indicou o chefe do fundo.
“O mercado interbancário não se recuperou, estamos muito longe disso”, acrescentou.
Em entrevista a BBC Brasil, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse na última segunda-feira, dia 17, que a instituição precisará de pelo menos mais US$ 100 bilhões para aumentar sua participação na ajuda os países afetados pela crise financeira internacional. Segundo ele, o fundo tem liquidez suficiente para o futuro imediato, mas precisará de mais recursos ao longo dos próximos seis meses.
O FMI dispõe de US$ 200 bilhões para emprestar aos estados-membro em dificuldade. O Japão anunciou na última sexta-feira, dia 14, que poderia aplicar US$ 100 bilhões suplementares.

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