16 de abril de 2021

Para os amazonenses, plano vem em boa hora

Usuários torcem para que as medidas da Anatel para incentivo à competição melhorem a qualidade do serviço no Estado

Novas regras anunciadas na semana passada pelo Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) prometem acirrar a competitividade do mercado de telecomunicações do país. Resultado da 614 ª reunião da autarquia, a proposta do PGMC (Plano Geral de Metas de Competição), que ainda será discutido em Brasília, terá como objetivo disciplinar a concorrência entre os prestadores de serviço, propondo uma análise dos mercados competitivos e não competitivos do país. Ele vai analisar e regular os serviços de telefonia móvel e fixa, banda larga também móvel e fixa, e TV por assinatura.
O gerente regional da Anatel, José Gomes Pires, explicou que, inicialmente, essas medidas anunciadas pela agência serão submetidas a consulta pública, onde qualquer pessoa de todos os Estados poderá participar.
“O que a Anatel quer é estimular a discussão, os debates e obter a opinião da população, seja do usuário ou das próprias operadoras, sobre os processos, ações e planos a serem implementados pela agência. E a forma que a Anatel tem de ter controle social sobre essas discussões, sobre as necessidades de melhoria dos serviços de telecomunicação prestados pelas operadoras é a consulta pública. Existem normas que têm que ser cumpridas por operadoras; existem vários regulamentos que normatizam o setor. O plano de metas de competição é um deles, que pretende estimular a competitividade de mercado e aumentar a concorrência, mas, para isso, tem de ser submetido à avaliação da população, onde qualquer pessoa pode contribuir”, ponderou.

Sem qualidade

Enquanto o PGMC ainda está em discussão, os usuários de telecomunicações –telefonia fixa, celular, internet e TV– do Amazonas reclamam da qualidade destes prestados no Estado, torcendo para que saia do papel a possibilidade de análise qualitativa por parte da Anatel, das empresas e dos serviços prestados em Manaus.
Para o usuário Lincoln Afonso Ferreira, os serviços com maiores necessidades de análise qualitativa devem ser os de internet e telefonia celular. “Principalmente aqui, no Amazonas, onde a qualidade do sinal de celular é péssima. Existem áreas em que certas operadoras não pegam de jeito nenhum. Se a gente entra em uma sala, o sinal não chega, temos de ficar gritando pelo celular para podermos ser ouvidos. A internet não tem nem como comentar o fato de ser tão devagar”, salientou.
A analista de sistemas Gabriela Bernardes também não vê a hora de melhorias na qualidade do sinal de internet. “Prejudica principalmente quem tem de trabalhar com a internet. Às vezes, um trabalho que poderia ser fazer em meia hora, por exemplo, levo quase duas horas para terminar, devido à demora. Tenho de enfrentar isso diariamente e se melhorasse o sinal, acho que todo mundo sairia ganhando”, destacou.
A queixa sobre a equação “distância + sinal de celular = a demora e insatisfação” é mais frequente em pessoas que moram no interior. “Venho a Manaus duas vezes ao mês e vejo o pessoal reclamando do celular. Imagine se fosse na cidade onde moro, em Itapiranga [a 222 km de Manaus], em que algumas operadoras não pegam e a que pega é um desastre, porque está sempre fora de área. Não sei como essa gente quer fazer uma Copa aqui se não tem sinal descente de celular”, concluiu o funcionário público, Raimundo Pereira Bentes.

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