Para impedir que férias virem ­pesadelo, boa pedida é planejar

Para ajudar o motorista, o gerente-geral de engenharia de vendas da Bridgestone, José Carlos Quadrelli, contou os principais cuidados que o condutor deve ter com as rodas

Com a proximidade das festas de fim de ano, muitas famílias começam a planejar suas viagens. Algumas delas, inclusive, lembram de realizar uma revisão no veículo, checando óleo, freio, injeção eletrônica, filtro, entre outros, mas raramente alguém se lembra dos pneus.
Para ajudar o motorista, o gerente-geral de engenharia de vendas da Bridgestone, José Carlos Quadrelli, contou os principais cuidados que o condutor deve ter com as rodas.
Para saber se o pneu está “careca” é preciso observar que o limite de segurança dos sulcos (fissuras dos pneus) é de 1,6 mm de profundidade. “Caso o motorista não possua um medidor de profundidade de sulco, ele pode observar esta especificação por meio de pequenos ressaltos presentes na base dos sulcos, os TWI. Eu recomendo enfati­camente que todo usuário identifique os TWI e passe a controlar o desgaste do pneu. Um pe­queno cuidado como este poderá significar a diferença entre sofrer ou não um acidente”, indicou Quadrelli. Além de ter riscos de acidente, o especialista lembrou que a resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) número 558/80 estabeleceu que trafegar com pneus abaixo do limite é ilegal e o veículo pode ser aprendido.
Outro fator importante a ser observado antes das saídas é a pressão. Tanto em excesso quanto abaixo do necessário, pode causar danos ao automóvel. A baixa pressão, de acordo com Quadrelli, aumenta a temperatura interna do pneu, e em valores críticos, pode até provocar falha, assim como maior consumo de combustível, perda de estabilidade nas curvas, direção pesada e perda da capacidade de manejo. “A baixa pressão é um dos principais inimigos do pneu”, afirmou. Quanto ao excesso de pressão, os prejuízos são menores, como maior propensão a estouros por impacto e maior facilidade de penetração de objetos.

Rodízio é necessário

O gerente de engenharia de vendas da Bridgestone lembrou que para evitar problemas o rodízio é indicado a cada 8.000 quilômetros para pneus radiais e 5.000 para pneus diagonais. Caso o motorista não possa comprar quatro pneus novos, a recomendação do especialista é “que seja efetuada a troca de dois pneus e os mais novos devem ser instalados sempre no eixo traseiro, e não na frente como muitos pensam. Isso porque o risco de um acidente pela perda de aderência dos pneus traseiros é sempre maior, visto que o veículo tende a perder a estabilidade, condição de mais difícil controle do que quando o pneu perde a aderência nos pneus dianteiros o que pode causar a perda momentânea de dirigibilidade”.

Manter estável

Alinhamento e balanceamento do pneu fazem parte da lista obrigatória da revisão de férias. “Além de evitarem um desgaste irregular dos pneus, eles garantem a estabilidade e melhor dirigibilidade do veículo. Juntamente com a calibragem, esses itens são fundamentais para a utilização segura e econômica dos pneus”, explicou José Carlos Quadrelli.
Se mesmo com todos os cuidados o condutor tenha o azar de encarar um pneu furado, o gerente da Bridgestone recomendou que o conserto seja definitivo. “Consertos temporários como o denominado “macarrão” são apenas provisórios e podem trazer danos aos pneus em curto prazo. Tem sido alarmante o número de consumidores que rodam com consertos provisórios nos pneus que causam consequências imprevisíveis para o pneu, bem como para o carro e seus ocupantes”.

Atenção dobrada­ para fugir de golpes

Na hora de escolher onde se hospedar, há quem prefira hotéis, mas também é muito comum nessa época do ano a procura pela locação de imóveis. Casa de praia e de campo são as opções mais requisitadas para aqueles quem busca “aluguel de ­temporada”, na maioria das ­vezes, uma alternativa mais acessível financeiramente.
Mas é preciso cautela ao fechar o negócio para não transformar a diversão em prejuízo e dor de cabeça. Quem nunca ouviu falar em imóveis fantasmas divulgados em anúncios de jornal ou ­mesmo na internet? Oportunistas se aproveitam do momento e aplicam golpes, oferecendo imóveis que não existem ou em péssimo estado.
Segundo Flávio Figueiredo, consultor em avaliações e perícias técnicas, da Daniel & Figueiredo Consultores Associados, é imprescindível visitar o imóvel ou, na inviabilidade de ir ao local, conhecer alguém que já tenha alugado. “É muito comum anúncios tentadores que prometem casas lindas a preços baixos. Desconfie imediatamente e verifique se realmente ela existe e as reais condições de conservação”, alertou.
Para o especialista, esse é apenas o primeiro passo. Existem vários fatores importantes que devem ser analisados para garantir uma temporada tranquila.
a Jamais alugue um imóvel somente por foto e não feche negócio por telefone ou e-mail. Caso contrário, recorra a indicações de amigos e parentes que já alugaram determinado imóvel.
aFaça uma vistoria detalhada e relacione todos os itens, desde utensílios domésticos, aparelhos eletrônicos, móveis e eletrodomésticos. Verifique a quantidade e o estado de conservação de cada item. Verifique também os chuveiros, piscina, sauna e banheiras de hidromassagem, caso existam.
aViabilize uma pesquisa prévia do local e certifique-se de que a região possui vias de fácil acesso, ruas pavimentadas e que ofereçam comércios e serviços de acordo com sua necessidade, como: mercados, padaria, farmácia, entre outros.
aPor outro lado, determinados comércios e serviços podem atrapalhar e tirar seu sono durante as férias, como: bares, feiras livres, oficinas e templos religiosos.
aCertifique-se também de que a região não sofre com problemas de abastecimento de água na alta temporada e trânsito intenso.
aExija um contrato que descrimine: a qualificação do locador e do locatário, a estrutura do imóvel, os itens que oferece e o estado de conservação, a forma de pagamento e a data de entrada e saída.
aCaso seja um imóvel de grande porte com um valor muito alto, vale a pena solicitar a vistoria de um profissional habilitado.

Mandamentos para uso inteligente do pneu

-Calibrar os pneus semanalmente de acordo com a indicação do manual do fabricante do veículo.
-Fazer o rodízio de pneus. Veículos com pneus radiais a cada 8.000 km e veículos com pneus diagonais a cada 5.000 km rodados.
-Evitar sobrecarga no veículo. Excesso de peso compromete a estrutura do pneu e aumenta o risco de danos ou de alterações estruturais importantes.
-Fazer a manutenção preventiva de todo o veículo. Amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas atuam diretamente sobre os pneus.
-Utilizar as medidas de pneus e rodas indicadas pelo fabricante do veículo. As partes do carro foram projetadas para interagirem de forma equilibrada. A utilização de pneus e rodas diferentes altera o equilíbrio.
-Alinhar o sistema de direção e suspensão e balancear os pneus conforme indicado pelo fabricante do veículo ou a cada 10 mil km, e sempre que o veículo sofrer impactos fortes; ocorrer a troca de pneus; os pneus apresentarem desgastes irregulares; forem substituídos os componentes da suspensão; e o veículo estiver “puxando” para um lado.
-Utilizar o pneu indicado para cada tipo de solo. Rodar na cidade com um pneu destinado ao uso em terra (fora de estrada) provocará perdas no consumo de combustível, na estabilidade e na durabilidade das peças do veículo.
-Observar periodicamente o indicador de desgaste da rodagem (TWI). Este indicador existente em todo pneu mostra o momento certo para se efetuar a troca, reduzindo o risco de rodar com o pneu careca.
-Não permitir o contato do pneu com derivados de petróleo ou solventes. Estes produtos atacam a borracha fazendo com que ela perca suas propriedades físico-químicas e mecânicas.
-Evitar a direção agressiva, com freadas fortes e mudanças bruscas de direção. Nunca ignore a existência de lombadas, buracos e imperfeições de piso. Os melhores pilotos de competição são aqueles que, mesmo rápidos, sabem poupar seus carros e pneus.

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