Para Iedi, cenário foi desfavorável para a manufatura em junho

Na passagem de maio para junho, a produção industrial brasileira expandiu-se 0,2% na série livre de efeitos sazonais, sexto resultado positivo consecutivo. Das 14 regiões contempladas pela pesquisa, oito apresentaram elevação da produção nessa comparação. Acima da média nacional destacam-se: Pará (10,2%), Goiás (7,4%), Bahia (7,2%), Minas Gerais (3,3%), região Nordeste (2,9%), Santa Catarina (1,4%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Rio de Janeiro (0,5%). Entre as áreas que registraram queda na produção, as maiores taxas negativas foram: Paraná (–9,0%) e São Paulo (–2,0%).
Apesar dos resultados positivos na comparação com maio, nas demais comparações os dados da indústria brasileira e regional ainda mostram-se muito desfavoráveis. Na comparação mensal (mês/mesmo mês do ano anterior), 12 localidades apresentaram recuo da atividade fabril. Com redução acima da média nacional (–10,9%), destacaram-se Espírito Santo (–25,2%), Paraná (–16,5%), Minas Gerais (–15,1%), São Paulo (–13,4%) e Amazonas (–11,8%). Os demais resultados negativos foram: Rio Grande do Sul (–9,6%), Ceará (–9,2%), Rio de Janeiro (–7,4%), Santa Catarina (–6,7%), Pernambuco (–5,3%) e Pará (–4,3%). Por outro lado os estados que assinalaram aumento da produção foram a Bahia (2,4%) e Goiás (1,1%).
Na análise trimestral todos os locais assinalaram taxas negativas no confronto do segundo trimestre de 2009 com igual período de 2008. Houve redução no ritmo de queda na passagem do primeiro trimestre para o segundo trimestre de 2009 (de –14,6% para –12,3%) no âmbito nacional, tendência de dez das quatorze áreas investigadas. Dentre estas, podemos destacar: Rio Grande do Sul (de –16,8% para –10,5%), Rio de Janeiro (de –11,4% para –5,6%), Minas Gerais (de –24,2% para –18,7%) e Amazonas (de –19,4% para –14,2%).
A variação acumulada no primeiro semestre de 2009, frente mesmo período do ano passado, revela que todas as regiões apresentaram quedas da produção industrial. Os destaques, em termos de magnitude da taxa, foram: Espírito Santo (–29,3%), Minas Gerais (–21,3%), Amazonas (–16,8%), São Paulo (–14,4%) e Rio Grande do Sul (–13,5%). Os demais resultados foram: Santa Catarina (–12,9%), Bahia (–10,2%), região Nordeste (–9,7%), Pernambuco (–8,9%), Rio de Janeiro (–8,5%), Pará (–7,6), Ceará (–6,8%), Paraná (–5,9%) e Goiás (–4,6%).

São Paulo

Em junho, a produção industrial de São Paulo caiu 2,0% frente ao mês anterior, na série com ajustamento sazonal, após cinco resultados positivos consecutivos. Na comparação com mesmo mês de 2008, a indústria paulista registrou queda de 13,4%, com 17 dos 20 setores pressionando negativamente, com destaque para os setores: material eletrônico e equipamentos de comunicações (–64,8%), máquinas e equipamentos (–31,7%) e veículos automotores (–19,7%). Em sentido oposto, os ramos que assinalaram aumento na produção foram o farmacêutico (13,7%), outros equipamentos de transporte (16,9%) e máquinas e aparelhos e materiais elétricos (3,4%). No acumulado do primeiro semestre do ano, a redução de 14,4% foi influenciada pela queda em quinze ramos, com destaque para: máquinas e equipamentos (–34,1%), material eletrônico e equipamentos de comunicação (–60,3%) e veículos automotores (–22,8%). Por outro lado, outros equipamentos de transporte (40,3%), farmacêutica (10,6%) e alimentos (1,8%) foram os impactos positivos mais significativos.

Espírito Santo

No caso da produção industrial do Espírito Santo, a redução foi de 1,2% em junho frente ao mês imediatamente anterior (na série dessazonalizada), após uma queda de 1,3% em maio. O indicador mensal de junho apontou recuo de 25,2%, o nono resultado negativo consecutivo. A principal pressão negativa veio da indústria extrativa (–47,0%), seguida dos setores de alimentos e bebidas (–41,5%) e de metalurgia básica (–16,8%). Em sentido contrário, aparece o setor de celulose e papel, com aumento de 12,2%. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a produção industrial do estado recuou 29,3% frente a igual período de 2008, a maior redução de toda a série histórica. Todos os setores pesquisados apontam taxas negativas, cabendo as maiores contribuições negativas à industria extrativa (–50,5%) e à metalurgia básica (–35,6%).

Bahia

O indicador da produção industrial baiana de junho, em comparação a maio, já sem efeitos sazonais, apresentou crescimento de 7,2% em relação ao mês anterior, após aumentar 7,9% em maio, acumulando 15,6% de crescimento nos meses de maio e junho. No confronto com junho do ano passado, a indústria baiana cresceu 2,4%, interrompendo uma série de oito resultados negativos. A principal contribuição positiva veio de produtos químicos (30,0%) e minerais não metálicos (0,5%). Em sentido oposto, as maiores influências negativas foram verificadas em refino de petróleo e produção de álcool (–9,9%) e metalurgia básica (–11,7%). No acumulado no primeiro semestre, a produção recuou 10,2%, com queda em seis dos nove setores. Os maiores impactos vieram de refino de petróleo e produção de álcool (–25,5%), metalurgia básica (–23,8%) e produtos químicos (–5,9%). Os setores que cresceram foram alimentos e bebidas (2,8%) e minerais não metálicos (7,4%).

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