Para FMI, crise na periferia ameaça recuperação da zona do euro

A crise de dívida nos países da periferia da zona do euro ameaça a retomada econômica da região e pode causar ruptura financeira global se não for interrompida, disse ontem o diretor-gerente interino do FMI, John Lipsky

A crise de dívida nos países da periferia da zona do euro ameaça a retomada econômica da região e pode causar ruptura financeira global se não for interrompida, disse ontem o diretor-gerente interino do FMI, John Lipsky.
Em comentários durante entrevista coletiva concedida em paralelo ao encontro de ministros das finanças europeus para discutir a dívida da Grécia, Lipsky acrescentou que as implicações podem ser mais sérias se (a crise de dívida nos países da periferia) houver consequências sobre o sistema financeiro de economias principais.
“A ampla e sólida recuperação prossegue, mas a crise soberana na periferia pode se sobrepor a esse cenário favorável e muito ainda tem de ser feito para garantir uma união monetária dinâmica e resistente”, disse o fundo, em comentários sobre um relatório das políticas adotadas na zona do euro.
Lipsky acrescentou que o impacto da crise de dívida nas nações da periferia da zona do euro sobre a economia global é relativamente menor, em razão do pequeno tamanho de países como Grécia e Portugal.
As declarações são as mais contundentes feitas até agora pelo FMI sobre a crise de dívida da Grécia.
Lipsky disse que o FMI não está atualmente negociando um segundo programa de resgate com a Grécia. Ao contrário, o fundo quer ter certeza de que o primeiro programa de austeridade da Grécia está em correto andamento e pode ser totalmente financiado. Somente se essas duas condições forem cumpridas, o FMI poderá contribuir com sua parte na quinta-feira do empréstimo de 110 bilhões de euros concedidos à Grécia no ano passado.

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