Para EUA, Evo cometeu grave erro ao expulsar embaixador

Os Estados Unidos afirmaram que a decisão do presidente boliviano, Evo Morales, de expulsar o embaixador americano na Bolívia, Philip Goldberg, representou um “grave erro’

Os Estados Unidos afirmaram que a decisão do presidente boliviano, Evo Morales, de expulsar o embaixador americano na Bolívia, Philip Goldberg, representou um “grave erro’’.
O porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, disse que o ato “danificou seriamente a relação bilateral’’. Morales acusou Goldberg de apoiar grupos que fazem oposição a ele e que têm iniciativas separatistas. Entre quarta e quinta-feira, ainda de acordo com o governo Morales, esses mesmos grupos promoveram dois ataques que danificaram gasodutos e prejudicaram o envio de gás natural para o Brasil. “Sem medo de ninguém, sem medo do império. Hoje, diante de vocês, do povo boliviano, declaro o senhor Goldberg, embaixador dos EUA, ‘persona non grata’’’, disse Morales em discurso durante um ato realizado no Palácio de Governo. Na mesma ocasião, o presidente disse que pediria ao chanceler que comunicasse o embaixador da decisão. Em seu site, a Embaixada dos EUA em La Paz relata que Goldberg foi comunicado por Morales, por telefone, de que havia sido declarado “persona non grata’’. De acordo com a embaixada, Goldberg ficou “surpreso com a decisão repentina’’.
O ministro da Fazenda da Bolívia, Luis Alberto Arce, informou que as Forças Armadas bolivianas devem ser convocadas para proteger os campos de petróleo dos protestos realizados pela oposição ao governo do presidente Evo Morales.
Na quarta-feira, uma explosão causou danos em parte de uma das válvulas do gasoduto de Yacuíba que abastece o Brasil. Segundo estimativas, os 31 milhões de metros cúbicos de gás natural que a Bolívia envia diariamente irão diminuir em aproximadamente 10% nas próximas 48 horas.
“Atos de vandalismo e terrorismo foram verificados especialmente em dutos que transportam gás ao mercado externo e interno’’, confirmou Arce, em entrevista coletiva concedida em Brasília.
“O governo está tomando as medidas necessárias para que as Forças Armadas passem a resguardar os campos petroleiros do país. A polícia está realizando as investigações necessárias para processar os culpados’’, completou o ministro boliviano.
Em nota, na noite de quarta-feira, a Petrobras admitiu que os protestos na Bolívia afetaram parcialmente o fornecimento de gás natural ao Brasil, mas garantiu que até aquele momento não havia “nenhum impacto para o abastecimento de gás natural no país’’. A Petrobras disse ainda que adotou “medidas operacionais previstas em seu plano de contingência’’ para reduzir o impacto no abastecimento brasileiro. A empresa ressaltou que tenta recuperar o mais rápido possível os danos causados na válvula de segurança em Yacuíba.
Os técnicos da empresa estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos) já trabalham no conserto, que pode durar 15 a 20 dias.

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