Pão de Açúcar e Casas Bahia acertam fusão

O Pão de Açúcar informou ontem que fechou um novo acordo de fusão com as Casas Bahia. A proposta, feita após reavaliação dos ativos envolvidos, é de aumento do capital social na empresa que surgiu com a fusão, de um montante de pelo menos R$ 689 milhões pelo preço de emissão, por ação, de R$ 16. O negócio -que formou a maior empresa de varejo do Brasil- foi celebrado em 4 de dezembro.
O Pão de Açúcar subscreverá ações a serem emitidas por Globex e as integralizará por meio da conferência ao capital de Globex de todos os ativos e passivos relacionados aos negócios de varejo de bens duráveis relativos às lojas Extra-Eletro, que serão avaliados por seu valor contábil, que inicilamente é calculado em pelo menos, R$ 89,826 milhões.
Em abril, as famílias Klein, da Casas Bahia, e Diniz, do Pão de Açúcar, começaram a renegociar valores e algumas condições do contrato, pois os Klein estariam insatisfeitos por ter vendido o controle do negócio e acreditavam que ele tenha sido subavaliado.

Novo acordo

Em cerca de um mês, os acionistas votarão em assembleia a aprovação da incorporação da totalidade das ações de emissão da Nova Casa Bahia pela Globex.
Após a conclusão da transação, a família Klein deterá 47% do capital de Globex, enquanto o Grupo Pão de Açúcar ficará com pelo menos 52% das ações.
Anteriormente, o Pão de Açúcar teria 50% das ações ordinárias da Globex mais uma, enquanto os donos das Casas Bahia ficariam com 49% do capital votante. Outro ponto de divergência entre as companhias envolvia o prazo para que os Klein pudessem se desfazer das ações da nova empresa constituída.
Conforme o acordo revisto, as partes envolvidas não poderão vender ou transferir as ações de emissão da Globex durante dois anos a partir da assinatura do acordo, exceto no caso de oferta pública de ações.

Insatisfação no negócio

No modelo anterior de negócio, o Pão de Açúcar comprou o controle da Casas Bahia, o que o transformou a empresa da família Diniz na quinta maior do país, com R$ 40 bilhões de faturamento. Os grupos se tornaram sócios de uma nova holding, que é dona da Globex, rede de bens duráveis que era subsidiária integral do Grupo Pão de Açúcar. Para ficar com o controle (51%) da nova empresa, o Pão de Açúcar tinha entrado com a rede Ponto Frio, avaliada na operação em R$ 1,23 bilhão, e com a rede Extra Eletro, avaliada em R$ 120 milhões.
A Casas Bahia entrou com ativos e passivos operacionais, incluindo 25% da fábrica de móveis Bartira, pertencente à família Klein, e uma dívida líquida de curto prazo no valor de R$ 950 milhões. Já contabilizada a dívida, a parte da Casas Bahia (49%) foi avaliada em R$ 1,29 bilhão.
Não entraram na operação, permanecendo com a família Klein, a propriedade dos imóveis das lojas e dos centros de distribuição, 75% da Bartira e mais R$ 1 bilhão em créditos recebíveis. A família Klein ficou ainda com um contrato de aluguel de mais de 500 lojas por um prazo de dez anos, prorrogável por mais dez, que deve render algo como R$ 130 milhões por ano. Também assegurou um contrato de fornecimento de móveis por três anos (R$ 18 milhões/ano).

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