Panorama da economia brasileira atual

Todos sabem que essa praga (Covid-19) sem precedentes causou às vidas humanas, principalmente à saúde pública e na economia, abalando, sobremaneira, as estruturas globais fazendo todos sofrerem. Talvez seja por todo esses sofrimentos que se busca outros caminhos para se recomeçar um outro Sistema Econômico. E não como escreveu o militante Dráuzio Varela “o senso comum se tornou expetise” (portal UOL-Blogs e Colunas/30/08/2020), nada disso, o que se quer é um firme e competente sistema educacional e aí, incluindo a produção de conhecimento nas universidades brasileiras e centros de pesquisas no país.

O Brasil deve saber aproveitar as vantagens comparativas que possui, como a Floresta Amazônica, com mecanismos criados especificamente para a Economia Verde e a BioEconomia, para “novos” produtos que tenha qualidades para o mercado internacional com o selo de baixo carbono, como analisam os economistas pesquisadores do Clube de Economia da Amazônia (CEA) e que possam ser acrescidos ao projeto Zona Franca de Manaus (ZFM)- Polo Industrial de Manaus (PIM) para melhoria da Economia do estado do Amazonas e da Amazônia Ocidental.

Ocorrências desagradáveis contrárias aos fluxos desses sistemas de Economia Verde e de BioEconomia como o desmatamento e as queimadas da floresta podem por em riscos Acordos Comerciais, assim como, baixar os fluxos de atração de investimento estrangeiro para o país.

O governo federal tem demonstrado esforço para delinear uma política de abertura para o Desenvolvimento Econômico da Amazônia através do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), como nunca tinha havido depois da criação do projeto ZFM, de forma a provocar maior fiscalização e legalização de certas atividades econômicas, desde que de forma sustentável sem exploração primária predatória.

Todos tem ideias que o Brasil deva tratar de seus biomas, em especial a Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, que demanda reforços em sua proteção para evitar riscos de avanço na sua destruição e degradação que não beneficiam nem o país, nem o planeta, nem os negócios e muito menos as pessoas que vivem na Amazônia.

Como esclarece o vice-presidente Hamilton Mourão, Presidente do CNAL: “desenvolver na Amazônia o modelo BioEconômico com base nos recurso biológicos recicláveis, renováveis e exploração consciente, pois a Amazônia, por suas características, não é um lugar de produção em escala. É local de produção sustentável, usando a riqueza da biodiversidade existente”.

Por outro lado, apontam os pesquisadores do CEA que apenas a pandemia acelerou transformações que estavam em curso nas empresas há algum tempo; como a digitalização cada vez maior dos processos e rotinas. E que os investimentos em tecnologia e inovação, plataformas online e a incorporação do modelo home office mostraram-se alternativas de emergência ao COVID-19, mas que chegam para ficar neste novo normal que se está construindo.

O pessoal do CEA destacam que as atividades econômicas terão cada vez mais o desafio de pensarem uma reconfiguração de espaços físicos, assim como flexibilidade para adoção de novas formas de trabalho e buscas contínuas por inovação. Portanto, não é só em relação à realização de mudanças no ambiente organizacional que as empresas deverão estar preparadas.

O advento da Covid resgatou a importância da responsabilidade social dos negócios, do olhar externo às organizações e de se ter uma postura mais humanizada, empática, colaborativa e solidária. As medidas de distanciamento social, indispensáveis para reduzir o ritmo de contágio já produziram seus efeitos colaterais indesejados: as paralisações de segmentos da indústria, do comércio, dos serviços e do agronegócio impactaram as previsões de crescimento da economia brasileira em 2020.

Visto que a digitalização é uma das tendências aceleradas pela pandemia, outra transformação que se verifica é na mentalidade e no comportamento da própria sociedade, a humanização deve fazer parte da agenda social e empresarial, seja na relação comercial, com os clientes, seja na relação organizacional com os funcionários, acionistas e demais stakeholders.

Sem embargo de outras observações, assim que isso tudo terminar, se terá restrições e cautela de empresas e pessoas, pois, a recuperação econômica será lenta. Aqui se pode destacar as ações positivas do governo federal de incentivo à economia, como a redução da taxa de juros, linhas de crédito e financiamento para liquidez, a proteção ao emprego e renda à população mais vulnerável, e como o auxílio emergencial e as possíveis reformas fiscal, econômica e administrativa.

Está havendo grande incerteza sobre o tamanho da contração do PIB, pois não se trata somente de um problema econômico ou setorial. Todo esse cenário deve levar a uma recessão forte e profunda, com grandes consequências, com queda do PIB e o aumento da taxa de desemprego serão inevitáveis. Assim, para os economistas do CEA, a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) em queda, traz o alerta que o Brasil precisa de reformas urgentes, o que frustra a retomada da economia que será mais lenta.

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