Panetones e outras gostosuras de Natal

Até o início da década de 1950 os brasileiros não sabiam o que era panetone. Foi então que chegou ao Brasil o italiano Carlo Bauducco e, observando que o pão com uvas passas e frutas cristalizadas, tão famoso no seu país, não existia no Brasil, convidou o amigo confeiteiro Armando Poppa para começar a produzi-lo. Em 1952 Carlo inaugurou a Doceria Bauducco, no bairro do Brás, em São Paulo.

Atualmente a Bauducco detém o título de maior produtora de panetones do mundo, produzindo 75 milhões de unidades por ano em três fábricas (duas em Extrema, Minas Gerais, e uma em Guarulhos, São Paulo), abocanhando 70% do mercado consumidor nacional. Os restantes 30% são divididos com os demais fabricantes e os produtores artesanais, cada vez em maior número.

Fumie Sakai é gastróloga. Iniciou seu curso na Fametro e o concluiu ano passado, no Senac, de Campos do Jordão/SP, voltando a Manaus em setembro.

Fumie produz panetone tradicional

“Assim que voltei entrei logo num curso para aprender a fazer panetones, visando o consumidor nas festas natalinas”, contou.

“O segredo para se fazer um bom panetone é saber o ponto certo para fermentar a massa, que deve ficar macia depois de assada”, revelou.

Fumie produz o panetone tradicional, com frutas cristalizadas e uvas passas, mas varia acrescentando cascas de laranja, limão e tangerina cristalizadas. As laranjas, limões e ovos que Fumie utiliza vêm do sítio de seu pai, o japonês Takeshi Sakai. O sítio fica na AM 010, tem um restaurante na frente onde a jovem coloca seus panetones à venda. Ela ainda tem em seu portifólio panetones com gotas de chocolate (chocotone) trufado com chocolate. Este chega a pesar 1 kg.

“E faço potes com 14 biscoitos com figuras natalinas. Por sinal, os potes estão fazendo mais sucesso do que os panetones”, riu.

Do jeito que o cliente quiser

Mônica Seixas é confeiteira artística há sete anos. Se esmera na arte de decorar e rechear bolos, mas há quatro anos viu que o potencial de vendas dos panetones era muito bom e resolveu aliar sua arte ao produto.

“Assim como os bolos, eu decoro os meus panetones com motivos natalinos, de acordo com o que o cliente desejar”, disse.

Os pedidos começam a chegar para Mônica ainda no início de novembro, após ela anunciá-los em suas redes sociais.

“Só atendo por encomenda porque o panetone artesanal, diferente do industrial, é mais trabalhoso e mais demorado para ser feito, então não pode ser produzido para aguardar venda”, explicou.

Cynthia atua em feiras e eventos

Os panetones da confeiteira recebem até oito tipos diferentes de recheios: brigadeiro, creme de leite Ninho, morango, coco, cupuaçu com castanha, Nutella, capuccino e creme de abacaxi.

“O panetone é o tradicional, com uvas passas e frutas cristalizadas, com o recheio que o cliente desejar. Se ele não quiser o tradicional, então podemos fazê-lo com gotas de chocolate”, falou.

E como as comidas de Natal são bastante variadas, Mônica também vai além, confeccionando bolos com decoração característica.

“Aqui quem manda é o cliente. Fazemos a decoração, o sabor, a forma e o tamanho que ele desejar”, garantiu.

Também faz ceias

Mônica Seixas é confeiteira ha 7 anos

Cynthia Silva de Freitas é gastróloga e cake design. Desde que se formou, há cinco anos, já incluiu o panetone em seu portfólio gastronômico.

“Você sabia que o calor de Manaus ajuda na fermentação da massa? O resto é deixá-la descansar até ficar no ponto. Depois é só fazer um produto de qualidade”, ensinou.

Cynthia atua em feiras e eventos pela cidade levando seus bolos e doces, e desde o final de novembro os panetones se juntaram a este cardápio.

“Tem que ter o tradicional, com uvas passas e frutas cristalizadas, mas têm pessoas que não gostam nem de um, nem do outro, e às vezes de nenhum dos dois, então a opção é o gotas de chocolate. Os recheios podem ser de brigadeiro, Ninho, Nutella ou trufados. Eu regionalizei criando os recheios de geléia de cupuaçu e doce de leite com castanha”, acrescentou.

Cynthia ainda faz bolos e tortas, com destaque para a Taça da Felicidade.

“E também preparo ceias. Quem estiver aperreado com as festas de fim de ano pode deixar as comidas por minha conta”, avisou.

Dados da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados) mostraram que, apesar da grande variedade de recheios, o tradicional panetone com frutas cristalizadas e o com gotas de chocolate na massa respondem por cerca de 80% das vendas. Entre novembro de 2018 e janeiro de 2019, 53,6% dos lares brasileiros tiveram panetones, totalizando mais de 30 milhões de famílias consumindo o produto, ou 39 mil toneladas de panetone, 2,5% a mais que em 2017.

Encomende o seu:

Fumie Sakai                9 9143-4016

Mônica Seixas            9 9514-0012

Cynthia Silva              9 9236-4862        

 

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