Pandemia e desemprego fazem surgir mais MEIs

Desde que a pandemia do coronavírus chegou ao Brasil, em março, até o mês de setembro, o número de MEIs (Microempreendedores Individuais) teve um crescimento considerável no país chegando a 985.891 novos registros, um aumento de 11,2% em comparação a igual período do ano passado. Dois motivos foram os principais responsáveis por essa alta: o desemprego e a redução de salários por causa da pandemia. Muita gente aproveitou para tornar realidade o sonho de deixar de ser empregado e virar patrão.

“A crise, como um todo, auxiliou no crescimento do número de MEIs no país, pois já há algum tempo as pessoas estão percebendo que o MEI é uma porta de entrada ao empreendedorismo, uma alternativa às altas taxas de desemprego, uma forma de sair da informalidade, regularizar suas profissões e buscar novas possibilidades de renda. Além disso, o Governo Federal concedeu vários benefícios neste momento de pandemia, fazendo com que as pessoas entendessem a parte boa de serem formais”, explicou ao Jornal do Commercio, Alexandre de Carvalho, fundador do Easymei, um aplicativo de auxílio e gestão para microempreendedores.

Com essa alavancada, o Brasil ultrapassou os onze milhões de MEIs. 

“Sem dúvida, um patamar desses e o constante crescimento, mesmo nessa época de crise econômica para qual passamos, nos mostra que essa formatação de empresa é uma excelente alternativa para o brasileiro empreender e começar o seu negócio dentro da formalidade”, garantiu Alexandre.

MEI foi a alternativa

O MEI é o caminho para as pessoas saírem da informalidade, sejam aqueles que estão desempregados, ou ainda para quem quer ter a sua independência como um pequeno produtor, comerciante ou um prestador de serviço. Portanto, sem dúvidas é um bom negócio. A formalização do MEI pode ajudar a pessoa a receber benefícios do Governo Federal como: auxílio doença caso sofra algum acidente ou venha a adoecer; auxílio maternidade; benefícios lançados pelo Governo Federal (auxílio emergencial, para ajudar neste período da crise da covid-19). Além disso, o MEI cria novas oportunidades de trabalho, pois passa a poder vender e prestar serviços para empresas e emitir nota fiscal, além de participar de licitações dos Governos Federal, Estadual e Municipal.

“Em relação às desvantagens podemos falar sobre a regra de ter apenas um funcionário e o teto de faturamento ser de até R$ 81 mil, porém, para quem está começando, estes requisitos não são empecilhos”, explicou.

Entre maio e setembro, 4,1 milhões de pessoas ficaram desempregadas no país e essa situação limite ‘empurrou’ muita gente para o empreendedorismo.

“Sim, o número de desempregados aumentou, e as MEIs passaram a ser uma alternativa para essas pessoas buscarem renda, porém, o brasileiro também está aprendendo que ter seu próprio negócio na formalidade é vantajoso, pois muitas vezes lhe permite obter uma maior renda ao invés de ser empregado, assim como ter uma melhor flexibilidade na jornada de trabalho”, esclareceu.

E o setor de beleza e higiene, que nunca vê crise, disparou à frente das outras 465 atividades disponíveis para cadastros do MEI.

“Exato, os profissionais da área da beleza estão em primeiro lugar, contemplando mais de 824 mil profissionais. Já o setor de alimentação, aparece no ranking em quinto lugar quando falamos de lanchonetes, casas de chá, sucos e similares com mais de 306 mil inscritos; no sexto lugar quando é fornecimento de alimentos preponderantemente para consumo domiciliar, totalizando 298 mil profissionais; no sétimo lugar, com 254 mil registros de mini mercados, armazéns ou mercearias; e por último, em décimo lugar, quando se trata de serviços ambulantes de alimentação, onde constam mais de 203 mil profissionais”, listou.

Cultura da carteira assinada

No Brasil, durante décadas criou-se a cultura de que só se teria garantias e benefícios com carteira assinada. Essa cultura vem mudando com a diminuição na quantidade de postos de trabalho e remunerações cada vez mais reduzidas. É quando o empreendedorismo se torna uma boa oportunidade.

“Os números nos mostram que, quando existe uma opção de abrir uma empresa sem custo, com baixa complexidade, incentivos como dispensa de Alvará e pagamento do imposto em valor fixo, como é o caso do MEI, as pessoas seguem o caminho da formalização e desfrutam de benefícios como a aposentadoria”, afirmou.

Foi visando facilitar o acesso das pessoas à abertura de uma MEI que Alexandre criou o Easymei.

“Nosso objetivo é desenvolver uma diversidade de apps que permitam a gestão das empresas e conexão de produtos e serviços com demandas. O Easymei surgiu durante a pandemia e foi disponibilizado gratuitamente nos seis primeiros meses de acesso. Pelo Easymei o usuário é auxiliado no processo de abertura da MEI, como a emissão da guia do imposto, gera recibo ou nota, tem um controle do financeiro e oferecemos uma consultoria financeira online, ou seja, só não se torna um empreendedor quem não quer”, concluiu.

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