Países firmam parceria para construir banco de dados genéticos de animais

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agrope­cuá­ria), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e o Ag-Canadá vão unir esforços na construção de um banco de dados sobre os recursos genéticos animais existentes nos três países. Hoje, o analista da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Eduardo Cajueiro, embarca para Fort Collins, nos EUA, onde está locali­zado o National Center for Genetic Resources Preservation, do USDA. Cajueiro permanecerá seis meses interagindo com analistas americanos e canadenses naquela instituição, que já vem colaborando com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, no âmbito do Labex-EUA.
O software americano para gestão de seus recursos genéticos denomina-se Grin (Germplasm Resour­ces Information Network), é mantido e gerenciado pelo ARS/USDA (Agricultural Research Service), e congrega informações sobre recursos genéticos animais, vegetais e de microrganismos. O objetivo dessa nova parceria será o de desenvolver a segunda versão desse software para a gestão da informação dos recursos genéticos animais. No futuro, essa versão 2 do Grin-Animal, poderá vir a ser utilizada não apenas por Brasil e Canadá, como pelos demais países do continente americano.
Por outro lado, o software que vem sendo desenvolvido pela Embrapa desde 1996 para gerenciar e manter o banco de dados que reúne informações sobre recursos genéticos vegetais,denomina-se Sibrargen (Sistema Brasileiro de Informação de Recursos Genéticos). Esse sistema é centralizado e disponibilizado para acesso via Internet. Atualmente, como explica Cajueiro, a equipe de analistas da Unidade está trabalhando nos módulos de microrganismos do Sibrargen, sendo que o primeiro deles deverá estar pronto ainda no primeiro semestre deste ano.
O software que será desenvolvido com a parceria americana e canadense para recursos genéticos animais, poderá ser adotado pela Embrapa como o módulo animal do Sibrargen.

Workshop tem papel determinante

O Workshop “Coleções biológicas para o agronegócio brasileiro – componente recursos genéticos animais”, que será promovido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, no período de 26 a 28 de março, será determinante para a obtenção e reunião de dados sobre recursos genéticos animais no Brasil.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Samuel Paiva, “não existe hoje no país um banco de dados que conjugue as informações sobre as raças de animais domésticos naturalizados ou localmente adaptados. Os dados estão espalhados independentemente nos núcleos de conservação”.
O Workshop vai contar com a participação de oito unidades de pesquisa da Embrapa (Recursos Genéticos e Biotecnologia; Pantanal; Amazônia Oriental; Cerrados; Meio-Norte; Pecuária Sul; Tabuleiros Costeiros e Caprinos), além de outras seis instituições: Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina); Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina); Uema (Universidade Estadual do Maranhão); Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia); EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrí­cola) e UnB (Universidade de Brasília).

Integração vai possibilitar melhoramento

A Embrapa investe na conservação de recursos genéticos animais desde início da década de 80. O programa inclui raças de bovinos, caprinos, asininos, ovinos, bubalinos e suínos que se encontram no Brasil há séculos –muitas desde a época da colonização– e que, por isso, reúnem características de adaptabilidade e rusticidade adquiridas ao longo do tempo, que podem ser muito importantes para programas de melhoramento genético animal, a partir do cruzamento com outras raças mais produtivas.
A integração entre a Embrapa e associações de criadores já possibilitou salvar muitas raças da ameaça de extinção, como os bovinos Caracu e Crioulo Lageano, entre outras.
“O conhecimento sobre o potencial genético dessas raças pode permitir a identificação de características muito pos

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