Países agrícolas querem sinal dos EUA sobre subsídio

O ministro australiano do Comércio, Warren Trusss declarou que outros países, em particular os agrícolas, gostariam de ver os Estados Unidos darem passos positivos rumo à redução do apoio à própria agricultura, o que lançaria um sinal forte ao restante do mundo.
Ele fez a declaração ao sair de um encontro com a secretária americana do Comércio, Susan Schwab, anterior à Cúpula da Apec (Associação de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) que deve reunir nos próximos sábado e domingo os dirigentes de 21 economias da região Ásia-Pacífico.
Washington “sabe que a Rodada Doha deve implicar reduções ao apoio à agricultura americana em troca de um melhor acesso aos mercados de outras partes do mundo”, continuou Truss, que também fez um apelo a outros atores para que também empreendam esforços.
“Os Estados Unidos têm o direito de esperar que outros países façam as concessões apropriadas, importantes para concluir a Rodada Doha”, acrescentou.
As declarações do ministro australiano coincidem com a retomada na véspera das discussões sobre a agricultura na OMC (Organização Mundial do Comércio) em Genebra (Suíça).
Os delegados devem examinar um projeto de acordo proposto no final de julho pelo chefe do grupo das negociações agrícolas da OMC, o neozelandês Crawford Falconer, sobre um dos capítulos-chave da Rodada Doha -a liberalização do comércio agrícola.
No fim de julho, os países desenvolvidos, sobretudo os EUA e a União Européia, receberam friamente as propostas de redução dos subsídios agrícolas e a dos direitos aduaneiros sugeridos.
Em contrapartida, os países emergentes (Brasil, Índia, Indonésia) protestaram contra as concessões em um outro capítulo-chave das negociações, a liberalização das trocas de produtos industriais.

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