Pagamento por cartões tem impulso no Amazonas

A pandemia impulsionou a compra por cartões de crédito, débito e pré-pagos no Amazonas. Com medo da contaminação pelo novo coronavírus, a maioria dos consumidores optou por não pegar em cédulas de dinheiro, favorecendo as operações no mercado consumidor, tanto no Estado como em outras unidades da federação.

Só no primeiro semestre do ano, o comércio local registrou um incremento de pelo menos 70% nas vendas por essas modalidades no segmento, segundo a CDL-Manaus (Clube dos Diretores Lojistas de Manaus).

Os recursos liberados pelo auxílio emergencial (tanto do governo federal como do estadual) também favoreceram lojistas e serviços por delivery. Os benefícios são uma contrapartida financeira para ajudar desempregados e ainda movimentar a economia nesse cenário atípico de crise na saúde.  

“Os cartões acabaram sendo um grande mecanismo de compra durante a quarentena porque os clientes temiam tocar em cédulas de dinheiro temendo contrair a Covid-19”, disse o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag.

Segundo ele, as compras por cartões de crédito e débito representavam apenas 55% das operações do comércio local antes da pandemia do novo coronavírus. “Agora, os negócios dispararam, principalmente nos serviços prestados por estabelecimentos que operam pelo delivery”, acrescenta o empresário.

A dentista Florinda Silva, 36, relata que não pensou duas vezes em optar por fazer suas compras apenas por cartões e pelos meios digitais durante a quarentena e também depois da reabertura dos serviços odontológicos.

“Já estamos expostos por exercer uma função considerada de alto risco. E as transações por essas modalidades de compra vieram para facilitar ainda mais nossa atuação”, diz ela.

A categoria esteve sem trabalhar durante mais de três meses e só recentemente, mais ou menos a partir do final de junho, foi autorizada a reabrir os consultórios e clínicas no Amazonas.

Números no Brasil

De acordo com a Abecs (Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços), os consumidores brasileiros movimentaram R$ R$ 540 bilhões (+0,8%) com cartões de crédito, R$ 323,2 bilhões (+5,7%) com cartões de débito e R$ 14,7bilhões (+68,4%) com cartões pré-pagos, o que totaliza R$ 10,5 bilhões de transações no período.

O diretor-executivo da Abecs, Ricardo de Barros Vieira, aponta que cresceu o uso das maquininhas da poupança social digital por conta do auxílio emergencial aprovado pelo governo federal. O aporte governamental superou a casa dos R$ 4 bilhões e deve crescer até o final do ano.

“O impacto da pandemia é visível nesse cenário econômico atípico”, afirma Barros Vieira. As contas não presenciais, principalmente pela internet, somaram R$ 173 bilhões, o que equivale a um crescimento de 18,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

“Esse movimento é reflexo da mudança de hábito do consumidor e também dos setores de comércio e serviços, que precisaram se reinventar no período de quarentena”, acrescenta o diretor-executivo da Abecs.

Já os pagamentos por aproximação (aqueles em que não há contato físico com a máquina de cartão) registraram um crescimento de 330% no primeiro semestre do não, totalizando R$ 8,3 bilhões.

E o uso da função débito foi o que mais cresceu, com uma alta de 792%, subindo para 18% o número de pessoas que fazem pagamento por meio dessa nova tecnologia – três vezes mais do que o registrado em junho de 2019, segundo os números divulgados pela associação.

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