19 de abril de 2021

Padarias em compasso de espera pelo aumento

O aumento de 10% para 35% na aliquota de importação do trigo, anunciado nesta semana pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, ainda não causou impactos no segmento de panificação

O aumento de 10% para 35% na aliquota de importação do trigo, anunciado nesta semana pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, ainda não causou impactos no segmento de panificação. Segundo o presidente do Sindpan (Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Amazonas), Carlos Azevedo, o ministério ou a Abip (Associação Brasileira das Indústrias de Panificação) ainda não enviaram comunicados a respeito do assunto.
O dirigente, no entanto, afirmou que o setor da panificação espera um aumento no preço do trigo desde julho. “Há quase três meses, estamos na expectativa do governo federal reajustar a alíquota de importação do trigo. Consequentemente, os empresários teriam de aumentar o preço do pão, neste caso”, explicou Azevedo. O representante das indústrias de panificação disse ainda que o sindicato se reunirá com as empresas para manter o preço atual até quando durarem os estoques e repassar o menor preço possível ao consumidor.
A panificadora Lisboa confirmou que ainda não foi notificada sobre o aumento no preço do trigo. O diretor da empresa, Walmir Silva, disse que tudo o que sabe sobre o assunto foi através da imprensa e que ainda não existe comunicado oficial do fornecedor local, por exemplo. “Caso o preço realmente suba, a nossa empresa têm condições de segurar o valor do quilo do pão por até 30 dias, considerando o significativo nível de estoque que temos acumulado”, garantiu Silva. O quilo do pão é comercializado a R$ 4,67 no estabelecimento.

Capacidade produtiva

A panificadora Conde do Pão, onde o quilo do pão sai a R$ 7, também não vislumbra aumento no preço para o consumidor final, segundo o supervisor da unidade localizada no bairro Dom Pedro, Reginaldo Vital.
Informações da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) indicam que a indústria Ocrim Produtos Alimentícios é a única empresa do PIM (Polo Industrial de Manaus) moageira de trigo no Estado do Amazonas. A capacidade produtiva da Ocrim é de até 420 toneladas por dia.
O Jornal do Commercio contactou a empresa por intermédio do gerente geral, Fernando Peres, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
A assessoria de comunicação do ministério esclareceu que a decisão final sobre o aumento no preço da importação será tomada na próxima reunião na Camex (Câmara de Comércio Exterior). A Camex engloba representantes de três ministérios: planejamento e desenvolvimento, indústria e comércio, além do ministério da agricultura. A reunião está prevista para o próximo dia 8, onde serão acordados os termos finais das taxas de importação.

Setor cresceu 14% no país, apesar da crise

Seguindo na rota contrária à “marolinha” que atingiu o Brasil, na visão do presidente da república, e ao tsunami que derrubou as principais economias do planeta a partir do último trimestre de 2008, o setor de panificação brasileiro comemora o crescimento no volume de faturamento, vendas e abertura de postos de trabalho. A Abip registrou alta de 14%, em média, no desempenho das empresas quanto aos três itens citados.
O desempenho projetado para este ano pela associação aponta para incremento de 13% nas vendas e um faturamento de R$ 50 bilhões. Ao longo do ano, a indústria da panificação será responsável pela abertura de 10 mil empregos. Caso a estimativa de geração de vagas de trabalho se concretize, o segmento responderá por mais de 760 mil postos de trabalho abertos neste ano.
A indústria da panificação de Manaus possui 750 empresas formalmente estabelecidas e emprega aproximadamente 8.500 pessoas. Os empreendimentos filiados ao sindicato patronal somam 85 firmas. Estas informações são do presidente do Sindpan, que não possui informações sobre o volume de negócios gerados pelo setor no Amazonas.

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