Pacotes de intercâmbio têm queda de 30%

Empresas especializadas no setor em Manaus,de olho principalmente na desvalorização da moeda americana,já começam a se preparar com novos pacotes de intercâmbio para suprir o crescimento da demanda que se aproxima com a chegada das férias e o final de ano

Empresas especializadas no setor em Manaus, de olho principalmente na desvalorização da moeda americana, já começam a se preparar com novos pacotes de intercâmbio para suprir o crescimento da demanda que se aproxima com a chegada das férias e o final de ano.
De acordo com a gerente de vendas da Connection Line, especializada em Intercâmbio Cultural, Márcia Regina do Amaral, disse que a valorização do real propiciou uma corrida maior as empresas especializadas em pacotes de intercâmbio. “A valorização do real tem sido um fator relevante para que as empresas que atuam neste setor possam trabalhar com mais tranquilidade. Embasada em uma moeda forte e uma economia estabilizada é possível planejar melhores estratégias que possam atrair estudantes interessados em aprimorar e ampliar seus conhecimentos no aprendizado de novos idiomas”, explicou.
Há 23 anos no mercado nacional, e há três anos atuando na capital amazonense, a Connection Line, possui pacotes para vários países do mundo como, Canadá, EUA, Alemanha e França. No pacote é incluso o curso de um mês, totalizando 25 horas de aula por semana, com acomodação em casa de família, com três refeições diárias, quarto individual e seguro de viagens com preço sugerido de R$ 3.300.
Para a diretora comercial da empresa Amazon Global Intercâmbio, Ana Cláudia Duarte, a idea de estudar no exterior e falar outro idioma tem feito parte dos objetivos dos jovens. “Os jovens buscam colocar em seus currículos outros idiomas observando que o mercado de trabalho está cada vez mais exigente. A queda do dólar influenciou bastante os preços que estão sendo praticados no mercado. Hoje, temos uma queda no valor dos pacotes de intercâmbio entre 25% a 30%”, afirmou.
Diferente da forma de trabalhar das empresas citadas, o ICBEU (Instituto Cultural Brasil Estados Unidos), segundo sua orientadora de cursos estrangeiros e professora da instituição, Isa Akel, o intercâmbio cultural só é feito verdadeiramente com alunos do ensino médio que precisam ter um contato mais próximo com a cultura estrangeira para aperfeiçoarem o aprendizado já adquirido.
A orientadora não acredita em queda nos valores dos pacotes mesmo com a valorização do real. “Não faz sentido afirmar que houve queda, pois as despesas são feitas nos países onde o aluno vai estudar. No nosso caso, que trabalhamos diretamente com o Estados Unidos, se uma instituição cobrar US$ 5 mil por aluno, este aluno vai gastar a quantia que foi estipulada em US$ 5 mil, portanto não houve redução, as despesas em dólar permanecem as mesmas, ao contrário, após a crise monetária que começou nos EUA houve um pequeno acréscimo”, salientou.
Na opinião da professora, o fator que proporcionou um crescimento maior na procura por viagens ao exterior e intercâmbio cultural é a atual situação econômica em que vive o país. “O Brasil vive um momento de ascensão econômica, portanto os brasileiros tiveram aumento significativo em seu poder aquisitivo, hoje os brasileiros compram mais e também viajam mais, até pela redução nos preços das passagens aéreas para o exterior”, concluiu a orientadora.

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