PAC já executou mais de 50% dos investimentos, aponta balanço

O governo federal divulgou balanço que mostra que 53,6% do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foi executado, incluindo investimentos do setor privado.
Segundo o balanço, foram executados investimentos de R$ 338,4 bilhões entre 2007 e 2009 -a previsão do governo é, até o final de 2010, chegar a R$ 635 bilhões.
Do total gasto, as estatais foram responsáveis por R$ 107,1 bilhões. O setor privado gastou, neste período, R$ 83,6 bilhões. Já em recursos do Orçamento Geral da União foram R$ 28,2 bilhões. Foram gastos ainda R$ 113,8 bilhões em financiamentos a pessoas físicas e outros R$ 5,7 bilhões a pessoas jurídicas.
É a primeira vez que o governo divulga os gastos do setor privado, que é responsável, por exemplo, pela concessão de grandes obras, como rodovias e as usinas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira.
Segundo o balanço do PAC, o governo pagou 43,3% do total previsto no orçamento do programa para este ano até 30 de setembro. Foram R$ 9,5 bilhões, de um total de R$ 21,9 bilhões destinados ao programa no Orçamento Geral da União. O valor é 19% maior do que no mesmo período do ano passado.
As obras concluídas do PAC segundo o governo, porém, chegam a 32,9% do programa.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que as previsões feitas pelo mercado de taxas de juros mais altas no ano que vem não têm embasamento técnico.
Segundo o ministro, as previsões podem estar sendo feitas por pessoas que têm interesse em ganhar dinheiro com a elevação dos juros. “Essa elevação não tem fundamento, não tem base técnica. Em parte está sendo puxada por aqueles que têm uma redução de lucros quando as taxas de juros estão mais altas no país”, afirmou. Mantega voltou a dizer que o Brasil está enfrentando a crise melhor do que outros países e ressaltou que o PAC foi parte importante para esse desempenho. “O PAC está cumprindo seus objetivos básicos, estamos atravessando a crise com um bom desempenho em relação a outros países acho que estamos entregando a mercadoria”.

Atraso no leilão

O Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo, não ficará pronto para a Copa de 2014, afirma o 8º balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) divulgado pelo governo federal. A estimativa do governo é que a obra esteja concluída em 2015, suficiente, portanto, para atender a população nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. De acordo com os dados do PAC, serão investidos R$ 1,8 bilhão de 2007 a 2010, e R$ 32,8 bilhões depois do ano de 2010.
O leilão para o TAV, que estava previsto para este semestre no balanço anterior do PAC, foi prorrogado para o primeiro semestre do ano que vem. Segundo o governo, já foi concluído o mapeamento das tecnologias e das empresas e centros de pesquisa que irão atuar no projeto.

PAC exclusivo

A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o governo já pode falar de um PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) exclusivo para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016, no Rio. O objetivo é dar dar tratamento especial às obras dos dois eventos, que acontecerão no Brasil.
A questão mais estratégica para a infraestrutura dos jogos será o investimento em aeroportos. Segundo a ministra, o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, terá prioridade dupla. Portos e rodovias também deverão receber uma política especial de investimentos.
O trem de alta velocidade, que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, também foi citado pela ministra como investimento essencial para a realização dos jogos, pois desafogaria o fluxo do Galeão.
O balanço do PAC prevê conclusão do trem para 2015.
A parte das obras realizada no Rio de Janeiro para a Copa de 2014 já servirá também para a Olimpíada, segundo Dilma. Turismo, mobilidade urbana e equipamentos esportivos também farão parte do investimento.

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