7 de dezembro de 2021

PAC do Amazonas só concluiu 15,8% de obras até março

O senador do Amazonas e líder do PSDB no Congresso Nacional, Arthur Virgílio Neto, voltou a criticar o governo Federal na última semana e apontou um atraso das obras do PAC no Amazonas

O senador do Amazonas e líder do PSDB no Congresso Nacional, Arthur Virgílio Neto, voltou a criticar o governo Federal na última semana e apontou um atraso das obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) no Amazonas. Segundo ele, este atraso ocorre em todo o País, como o próprio presidente da República reconheceu no lançamento do PAC-2, mas a proporção do atraso no Amazonas é maior. Do pacote prometido ao Estado, apenas 15% foi cumprido.
“O governo anunciou que serão concluídos, até o final deste ano, 40,3% das obras do PAC no Estado. No entanto, até o final de março, faltando nove meses, o percentual de conclusão não passa de 15,8%”
Em todo o Amazonas, o PAC inclui 417 obras que, de acordo com o esperado pelo governo, devem ficar prontas até dezembro. “Ocorre que aqui, no entanto, apenas 66 foram finalizadas”, assinalou o líder, acrescentando que o valor dos investimentos previstos chega a 14,1 bilhões, mas, por enquanto, o dispêndio não passa de 4,6 bilhões de reais.
“Por setores, as obras previstas para o Amazonas incluem 266 ações de saneamento, das quais só 40 foram concluídas, tendo sido 35 portos, dos quais apenas sete terminados”, avaliou.
“Em Manaus a imprensa divulga que o malogro do PAC no Amazonas só não atingiu maiores proporções em decorrência da inclusão, entre as obras concluídas, do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, que exigiu o dispêndio de R$3,1 bilhões. No total, esta obra custou R$4,8 bilhões. São projetos que tiveram início em 2004, portanto, antes do lançamento do PAC I. Essa obra, uma das mais importantes para o Estado, e que ainda não está em funcionamento, foi remanejada para o PAC. Do conjunto de obras de fato integrantes do PAC- AM, 40 das 66 concluídas são da área de saneamento básico. As demais são da área de infraestrutura, incluindo terminais hidroviários e levantamentos geológicos”, enumerou.
O presidente da AAM (Associação Amazonense dos Municípios), prefeito Jair Souto, prefeito de Manaquiri, declarou à imprensa que a morosidade registrada prejudica principalmente os municípios. Todas são obras indispensáveis, essenciais mesmo, mas que não saíram do papel”, apontou.

Arthur alerta para contrabando de água

Uma sugestão, com tom de denúncia, foi feita pelo senador Arthur Neto, esta semana no Senado. Segundo ele, as Capitanias dos Portos e a Marinha devem intensificar a fiscalização dos navios que saem do Amazonas para o exterior, a fim de coibir o contrabando de água.
O senador disse ter recebido a informação do comandante de navio mercante Celso Couto, que ouviu recente discurso seu sobre o contrabando de águas e ficou preocupado com isso.
O comandante, que a cada 28 dias percorre rios da Amazônia, acha que a fiscalização deve concentrar a atenção também nos lastros dos navios que deixam o Amazonas em direção ao exterior. Os práticos que guiam esses navios inspecionariam os calados cuidadosamente.
Arthur lembrou ter-se baseado, no caso do contrabando de água de rios amazônicos, em denúncia publicada pela revista Consule e já ter requerido a realização de audiência pública, na Comissão do Meio Ambiente, para discutir a questão.

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