Otimismo dos economistas supera níveis pré-crise, aponta pesquisa

O índice que apura a expectativa dos economistas em relação as condições do país voltou a indicar otimismo em setembro, segundo a Fecomercio-SP

O índice que apura a expectativa dos economistas em relação as condições do país voltou a indicar otimismo em setembro, segundo a Fecomercio-SP (Federação do Comércio). O nível superou julho, quando já havia ficado positivo, e os meses que antecederam o agravamento da crise.
O ISE (Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia) atingiu os 108,1 pontos com alta de 10,1% ante a queda de 6,8% em agosto. Já em relação a setembro de 2008, o aumento é de 9,5%. O Índice é calculado pela Fecomercio em parceria com a OEA (Ordem dos Economistas do Brasil).
“Além de ter voltado para o patamar de otimismo como foi visto em julho deste ano, o índice deste mês superou o nível dos meses que antecederam a crise e mostra, junto com a confiança do consumidor, que o cenário negativo já passou”, diz Guilherme Dietze, da Fecomercio.
“Os indicadores vêm mostrando sinais de recuperação rápida da economia e alguns setores até decretando o final da crise”, afirma a pesquisa, que citou a melhora no emprego e renda, indicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); recuperação mais acentuada nas concessões de crédito, de acordo com o Banco Central; e arrefecimento nos preços gerais (IPCA), o que dá um maior poder de compra.
Em relação ao cenário externo, o otimismo ficou estável. “A economia mundial não apresenta grandes mudanças e sinaliza para uma recuperação gradual lenta, principalmente em relação aos Estados Unidos, Europa e Japão. Já a atividade interna vem apresentando resultados cada vez melhores”, analisa Guilherme Dietze.
Apesar de continuar abaixo dos 100 pontos, o item Taxa de Juros indicou recuperação na avaliação em setembro: atingiu 84,1 pontos ante os 56,4 pontos de agosto, um crescimento de 49%.
“Há ainda certa cautela dos economistas sobre este item, principalmente, em relação ao presente. Os economistas ainda consideram a taxa de juros inadequada para a economia, uma vez que se situa em um nível acima da média mundial, gerando consequências negativas à produção e câmbio entre outras variáveis”, informa a pesquisa.

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