Os vasos comunicantes entre instabilidade política e a economia

Toda vez que o país entra num circuito de instabilidade política a economia é afetada. O dólar sobe de imediato e em sua esteira os preços dos combustíveis, dos transportes e da comida, porque esta circula pelo país em cima de caminhões desde a plantação às gôndolas dos supermercados.

O capital que está à espera de oportunidades no mercado se assusta que nem cotia no mato, deu zoada ela corre e só volta quando nada ouve.

Nenhum investidor fica à vontade em criar negócio num país que sofre ameaças à democracia, especialmente, quando ha divergência entre seus poderes.Isso torna o ambiente tóxico às iniciativas que geram emprego e renda. Os preços de Itaipu são dolarizados, a energia se torna mais cara por causa tanto do aumento dos insumos das usinas termoelétricas como pela escassez de água usada para movimentar as turbinas das hidroelétricas.

Com a desvalorização do real, a inflação sobe e vai afetar  diretamente a mesa do trabalhador que passa a não comprar a mesma quantidade de alimentos que adquiria antes, pois  seu salário  não aumenta  na proporção do aumento dos preços ou mesmo se mantém congelado.

O Banco Central para se contrapor à escalada de preços responde com o aumento da taxa de juros anuais. Com os juros elevados os custos das compras a prazo aumentam, como também  o custo da dívida interna do governo, uma vez que este emite papéis e vende ao público mas tem que honrar com juros que prometeu pagar( CDBs, LCAs, Letras do Tesouro, Poupança, etc) 

Em suma, são vasos que se comunicam automaticamente daí a sensibilidade da economia com os fatos políticos vivenciados por qualquer  país.

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