Os vândalos e as manifestações

A redução do número de manifestantes nas últimas manifestações, em grande parte devido ao temor da violência crescente a cada protesto, acabou dando maior visibilidade à atuação de grupos de arruaceiros que se acobertam no movimento para disseminar suas ações criminosas.
Tanto o poder público quanto a iniciativa privada puderam ter uma dimensão mais clara do desafio que precisa ser enfrentado para frear prejuízos humanos e materiais provocados por vândalos e saqueadores cuja única causa é se aproveitar de uma iniciativa legítima e bem-intencionada para depredar e roubar.
Toda a sociedade, em diferentes áreas de atuação, tem um papel a desempenhar na tentativa de pôr fim ao caos, assegurando as condições para que os verdadeiros militantes possam continuar lutando por suas demandas.
É absolutamente inadmissível que, enquanto uma maioria organizada sai às ruas em busca do que considera o melhor para o país, uma minoria se disponha a pichar e a quebrar o que vê pela frente. Sem levar em conta que os danos serão arcados por todos, os arruaceiros derrubam grades e tapumes, quebram vidraças, picham muros e paredes, viram e incendeiam contêineres, rompem cortinas de ferro de estabelecimentos comerciais, danificam veículos, mobiliário, caixas eletrônicos e até mesmo promovem saques.
Compete às forças policiais uma estratégia efetiva de repressão e prisão dos delinquentes, antes que os cidadãos atingidos, comerciantes e proprietários de automóveis, comecem a reagir por conta própria, com consequências ainda mais danosas.
Aos manifestantes cabe entender o trabalho dos responsáveis pela segurança pública, de modo que os bem-intencionados não acabem acobertando a ação dos vândalos.
E é preciso cobrar também que as autoridades policiais possam aperfeiçoar gradativamente o seu trabalho, preservando tanto a integridade física de quem protesta pacíficamente quanto o patrimônio público e particular.

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