11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Os trolls e cibercriminosos outros – Parte 2

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Por meio de telefones celulares inteligentes, essa inibição infiltrou-se no dia a dia de todos

Visto o anunciando no texto inicial datado de 2 deste, a despeito do descuido quando da revisão na redação – que não deste articulista –  cujo título escapou truncado, retoma-se o tema consignando que o cibercrime, obra dos trolladores, designações já esclarecidas, tem hoje amplo alcance, restando aqui alertar a respeito de sua natureza aleatória, insidiosa e danosa a incontáveis vítimas.

Desvio da sadia finalidade original, postos os moldes de outras criações tecnológicas, essa rede internacional de computadores, ou hipermídia, voltava-se ab initio por meio de diferentes tecnologias de comunicação e informática a realizar atividades como correio eletrônico, grupos de discussão, transferência de arquivos, lazer, compras e o mais, a propósito segundo elucidado no texto anterior, ora remarcado.

Como reforço de contribuição ao tema, colhe-se divulgado que essa ferramenta eletrônica, bem se sabe, mostrou-se como reduto do livre fluxo de informações, a ponto de alguém da internet explicar, por exemplo, a consulta simplória de como enrolar e guardar o cabo do fone de ouvido de modo a caber na caixinha original. Ou, mais sério, indagar-se qual a razão para tomar cloreto de magnésio, surgindo então quem garanta equilíbrio e vigor a cada colherada. Mas também – olha só! – se alguém revelar que está sofrendo com depressão, por certo haverá quem tentará incitar o consulente que o melhor a fazer é matar-se, eis que tudo restará resolvido, o que a rigor macabro parece inegável, sobremodo se há incontornáveis débitos financeiros perante a Deus e ao mundo, dando-se-lhes tchau e tornando-os então risíveis. Credo!

De sério, os psicólogos entram em ação para assinar que definem tal comportamento como reflexo de desinibição on-line, no qual fatores como anonimato, invisibilidade, solidão e falta de autoridade eliminam os costumes que a sociedade construiu por milênios. Assim, por meio de telefones celulares inteligentes, essa inibição infiltrou-se no dia a dia de todos. Inicialmente no mundo digital, onde troll era o método de pesca em que ladrões on-line usavam iscas – uma foto fofa ou promessa de riqueza — para seduzir vítimas.

Sustentam os meios consultados que a palavra se origina de um mito escandinavo que vive nas profundezas, passando a simbolizar também os monstros que se escondem na escuridão da rede e ameaçam as pessoas. Resta que os trolladores da internet têm um tipo de manifesto em que afirmam que agem para o “lulz”, a zoeira, numa tradução livre. E mais, o que os trolls fazem na busca do “lulz” vai de brincadeiras inteligentes – como os memes da tomada de três pinos – (lembra da discussão?), a assédio e ameaças violentas.

Nisso, há abuso do doxxing – a publicação de dados pessoais, tais como números de carteira de identidade, CPF, telefones e contas bancárias – e de trotes como pedir uma dezena de pizzas para o endereço de uma vítima ou ligar para a polícia denunciando supostas plantações caseiras de maconha.

De natureza espúria, a condenável prática segue operando como vigoroso grupo a promover propaganda de ódio na internet brasileira, auferindo ganho financeiro mediante repulsivas ações racistas, misóginas e homofóbicas, talqualmente se apura com frequência no noticiário, é bem de ver como restará esclarecido no artigo seguinte, a ser publicado nos próximos dias.

* Bosco Jackmonth é advogado de empresas (OAB/AM 436). Contato: [email protected]

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