Os minérios, de onde se extraem os metais, são recursos finitos, não renováveis, razão por que podem acabar

Os minérios, de onde se extraem os metais, são recursos finitos, não renováveis, razão por que podem acabar. Para ter uma idéia do uso intensivo de alguns metais pela humanidade através dos processos industriais, basta considerar que os telefones celulares e os computadores – dois dos bens de consumo durável mais produzidos atualmente – podem utilizar até 40 elementos químicos, em quantidades que vão de ‘miligramas’ a ‘gramas’. Em tom anedótico, os cientistas costumam afirmar que cada celular, além de incorporar a mais moderna tecnologia, também consome metade da Tabela Periódica.
“Os cientistas devem antever a possibilidade de que eles poderão não dispor de toda a Tabela Periódica para trabalhar no futuro,” afirmou Thomas Graedel, ao divulgar um novo relatório da ONU sobre a oferta mundial de metais. Na lista dos “metais ameaçados de extinção” incluem-se lítio, neodímio e índio – essenciais para a indústria eletrônica, principalmente o lítio, a base de todas as baterias dos equipamentos móveis atuais. A extinção desses metais é um risco de exaustão – termo usado para referir ao fim das reservas de uma mina. Neste caso – o que é grave –, os pesquisadores apontam o risco de exaustão não apenas de uma mina, mas de todas as reservas conhecidas no mundo.
Este é o primeiro de uma série de seis relatórios que estão sendo preparados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) para a reunião Rio 2012. “Exceto para os metais básicos principais e para dois metais preciosos, as taxas de reciclagem de todos os metais da Tabela Periódica são baixos,” prossegue Graedel. “Isto significa que eles são usados uma vez e descartados – um enfoque não sustentável.” A única saída para evitar a falta desses metais, segundo o relatório, é reciclá-los de forma eficiente e generalizada.
Um dos maiores obstáculos que se terá de enfrentar para determinar a quantidade de metais com que a humanidade poderá contar no futuro é que apenas cerca de um terço deles têm estatísticas ou estimativas sobre a quantidade já extraída e em uso. De todos eles, apenas cinco foram quantificados de forma segura.
“Nós usamos muito material em estruturas altamente complexas. Nós estamos tornando difícil para a reciclagem lidar com eles,” diz Graedel, que recomenda o redesenho de produtos e equipamentos como uma opção imediata para enfrentar o desafio. Um desafio para os cientistas e para os engenheiros de materiais, segundo ele.
O relatório identificou o índio como um exemplo onde a demanda deverá crescer fortemente, com as 1.200 toneladas consumidas em 2010 devendo aumentar para 2.600 em 2020. Usado na fabricação de LEDs e eletrodos transparentes para as telas planas e monitores e TVs, menos de 1% do índio hoje utilizado é reciclado.
A Zona Franca de Manaus, tendo em vista a pujança do PIM é uma área onde devem ser largamente incentivados os empreendimentos de reciclagem, especialmente dos rejeitos das fábricas de produtos eletroeletrônicos e metalúrgicos.

Pegada ecológica

O conceito de pegada ecológica, ou ‘ecopegada,’ é uma tentativa de se evidenciar o descompasso que existe entre o estilo de vida atual e o esgotamento ambiental. Mesmo cheio de imperfeições, é um cálculo válido que ajuda a quem quiser tornar seu estilo de vida menos oneroso para o planeta. Comparativamente, se os recursos naturais do planeta fossem o saldo de uma conta bancária, a humanidade já estaria usando ‘cheque especial’ para sobreviver, pois está gastando 45% a mais do que sua renda. Esta é a mensagem do conceito, criado para estimar, em termos quantitativos, o quanto o padrão de vida moderno é insustentável face às possibilidades finitas que a Terra tem de fornecer água, alimentos e energia. Além de permitir uma visão global da ‘conta-corrente’ da espécie humana, a pegada ecológica também indica o que cada pessoa deve fazer para que seu próprio nível de consumo se torne mais compatível com o que o solo, rios e oceanos podem produzir. Embora envolva uma série de incertezas e pressuposições, o índice dá pistas importantes do que é preciso mudar, e mostra que não há soluções fáceis, de curto prazo, por mais que algumas atitudes individuais tenham impacto positivo. O que aumenta a ecopegada? Na alimentação: consumo de carne e de outros alimentos de origem animal. Em hábitos de consumo: uso de embalagens descartáveis sem reciclá-las. No transporte: viagens de avião e de automóveis. No uso de energia: lâmpadas obsoletas, eletrodomésticos ligados em excesso.  E o que ajuda a diminuir a pegada? Na alimentação: maior proporção de vegetais na dieta. Em hábitos de consumo: reutilização e uso de reciclagem. No transporte: preferência ao transporte coletivo, andar a pé ou de bicicleta. No uso de energia: lâmpadas e aparelhos mais eficientes, mudanças de hábito para poupar energia.

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