Os bons e os maus momentos de 2020

2020 não foi fácil. Igualou-se a outros anos em que situações trágicas abalaram as estruturas do planeta. Estudamos na escola sobre a peste negra que grassou na Europa, no século 14, e a gripe espanhola, que tomou o mundo a partir de 1918, e nunca imaginamos que viveríamos a mesma situação daqueles tempos. Foi em 13 de janeiro que a China informou pela primeira vez a morte de uma pessoa causada pelo novo coronavírus. No dia 20 o país noticiava a morte de mais de 200 pessoas causada pelo novo vírus. No dia 30 a OMS alertou o mundo sobre a doença. Enquanto isso, o Brasil se preparava para o Carnaval.

China reportou a morte da primeira pessoa por coronavírus no dia 13 de janeiro

Manchete do JC, no dia 3: ‘Pesquisa confirma otimismo com a economia’.

Fevereiro

Fevereiro foi um ano bissexto. Teve 29 dias. Unidos do Viradouro ganhou nos desfiles das escolas de samba do Rio; Águia de Ouro, em São Paulo; e Mocidade Independente de Aparecida, em Manaus. No mesmo dia 25, em que as escolas se sagraram campeãs, foi notificado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil, em São Paulo.

Manchete do JC, no dia 11: ‘Indústria testa fôlego com impacto do coronavírus’. Dia 21: ‘Coronavírus eleva dólar e afeta a indústria do PIM’. Dia 25: ‘Indústrias param atividades no PIM por falta de insumos’.

Março

Dia 11 de março. A ONU declarou como pandemia a doença provocada pelo novo coronavírus. Era questão de tempo aguardar sua chegada a Manaus. Dia 12, início das eliminatórias da Copa do Mundo na zona sul-americana foi adiado por causa da doença. Grande Prêmio de Fórmula 1 da Austrália foi cancelado. Dia 17, Campeonato Europeu de Futebol foi adiado. Dia 24, as Olimpíadas de Tóquio também foram adiadas. O mundo em polvorosa. Manchetes do JC, no dia 3: ‘Novo coronavírus impacta segmento turístico no AM’. Dia 12: ‘Prejuízo com Covid-19 chega a R$ 300 milhões’. Dia 18: ‘Restaurantes têm risco de fechar por Covid-19’.

Abril

1.000. Essa era a quantidade de mortos no Brasil por Covid-19 em 10 de abril. O mundo respirava o novo vírus. Enquanto isso, as notícias em Manaus iam de mal a pior, conforme as manchetes do JC. Dia 1º: ‘Quase 50 mil trabalhadores do PIM estão parados’; dia 8: ‘Prejuízo é maior para os pequenos’; dia 9: ‘Produção industrial aponta retrocesso para todo o ano’; dia 11: ‘Hotéis em crise profunda’; dia 12: ‘Queda do PIB de 4% a 6% no Amazonas’; dia 21: ‘Expectativa de consumo despenca’; dia 28: ‘Dia das Mães em clima de luto’. Estas foram algumas das manchetes, mas quase todas mostravam a situação ruim.

Maio

Em maio as notícias do mundo continuavam em torno da pandemia. No dia 9 o Brasil superou as 10 mil mortes por Covid-19, mesmo dia em que morria o cantor e compositor Little Richard. Em Manaus a economia precisava voltar a respirar e as manchetes do JC mostraram isso. Dia 8: “Sinal verde para novos investimentos no PIM’; dia 12: ‘Comércio e serviços cobram definição’; dia 23: ‘Indústria foca agora no pós-pandemia’; dia 26: ‘Varejo vê luz no fim do túnel’; dia 28: “Atividades voltam agora gradativamente em junho’ e quase no fim do mês, dia 29: ‘Entidades comemoram volta do comércio’.

Junho

Sem festas de boi, em Manaus, que começavam logo após o Carnaval, o Festival Folclórico de Parintins foi cancelado e deixou de acontecer pela primeira vez em 60 anos de existência. Enquanto isso, em Manaus, conforme o JC do dia 3, o Ministério Público Federal paralisava a BR 319 ‘mais uma vez’; Alfredo Menezes ‘saía’ da Suframa, no dia 4 e, duas semanas depois o novo superintendente assumia: ‘Polsin assume desafio no comando as Suframa’, publicou o JC no dia 18.

Julho

Tudo parecia ter voltado ao normal em julho: ‘Projetos industriais mostram PIM na ativa’, conforme o JC do dia 2; ‘Arrecadação do AM tem recuperação em junho’, no dia 8; ‘Retomada consistente na produção de motos’, no dia 10; ‘Produção de bicicletas volta a crescer no PIM’, no dia 14. Mas o mês findava com 15 mil carteiras de trabalho assinadas a menos no Amazonas. Enquanto isso, no dia 6 morria, aos 91 anos, o compositor italiano Ennio Morricone, autor de belíssimas composições para o cinema.

Agosto

Agosto, mês do desgosto. Uma explosão de nitrato de amônia, em Beirute, capital do Líbano, no dia 4, espantou o mundo pela sua magnitude, gigantesca destruição e morte de mais de 100 pessoas. Putin, presidente da Rússia, anunciou que o país descobrira a primeira vacina contra a Covid-19, no dia 11, mas até agora, nada. Os cinéfilos choraram a morte de Chadwick Boseman, o Pantera Negra, aos 43 anos, no dia 28.

Setembro

Organizadores do Festival Folclórico de Parintins, avessos à pandemia, queriam realizar o evento ainda este ano, mas a manchete do JC do dia 8 dizia tudo: ‘Festival de Parintins cada vez mais longe’. Já a economia parecia ir bem: ‘Amazonas tem curva ascendente no emprego’, mostrava a manchete do dia 21.

Logo no dia 2 o Brasil ganhou uma nova cédula, de R$ 200, mas poucos, até agora, a sentiram nas mãos. Mas o presidente acenou para o Amazonas, conforme a manchete do dia 4: “Bolsonaro aposta no potencial hidrográfico do Amazonas’. E os meses da paralisação da economia mostraram seus efeitos: ‘Pesquisa mostra avanço da pobreza’, em manchete do dia 18. Estreia o ‘Visão JCAM’, no dia 22. No dia 29 o cantor de toadas Klinger Araújo morreu de Covid-19. No último dia de setembro a manchete: ‘Wilson Lima descarta lockdown no Amazonas’.

Outubro

O Brasil atingiu mais de 150 mil mortes por Covid-19, no dia 10 de outubro. O Los Angeles Lakers foi o campeão da NBA, no dia 11; Lewis Hamilton se tornou o recordista de vitórias na Fórmula 1, atingindo 92 conquistas, ao vencer o Grande Prêmio de Portugal, no dia 25; Sean Connery, o eterno 007, morreu aos 90 anos, no dia 31. O asfaltamento do centro da BR 319 voltou à tona, conforme a manchete do JC do dia 3: ‘Avanço de obras na BR 319 amplia otimismo’. E o empresário Mário Guerreiro completou 100 anos no dia 7, enquanto mais uma vez a edição do JC sobre aniversário de Manaus, no dia 24, foi sucesso em toda a cidade. Com vários setores do comércio fechados por um segundo decreto do governo estadual, a economia sofria. A última manchete do mês, no dia 31, foi ‘Black Friday esfria com mais restrições’.

Novembro

Novembro não começou nada bem. Dia 1º, morreu Tom Veiga, intérprete do Louro José, na TV Globo. Dia 7, Joe Biden foi eleito presidente dos Estados Unidos, o mesmo que ameaçou o Brasil enquanto candidato. Dia 25, morreu Diego Maradona, aos 60 anos. Mas tiveram boas notícias. Dia 12, foi lançado o Playstation 5. Dia 15, aconteceram as eleições municipais e David Almeida acabou eleito prefeito de Manaus. Dia 16, o Space X Crew-1 foi lançado com astronautas em testes para futuros passeios turísticos. O JC noticiou que o Amazonas teve a soja como seu maior produto de exportação e fechou o mês com uma manchete otimista: ‘Amazonas melhora na taxa de desocupação’.

Dezembro

Finalmente dezembro chegou. A manchete do JC do dia 4 foi clara: ‘Alívio e otimismo na indústria do AM’. Será? Mas as boas manchetes continuaram: ‘Indústria fecha ano com balanço positivo’, no dia 16; ‘Manaus já é sexta potência econômica’, no dia 17, até ganhar um triste presente de Natal: ‘Governo fecha serviços não essenciais até 10 de janeiro’, manchete do dia 24.

Então vieram os protestos pela reabertura do comércio, que foi reaberto, os casos e as mortes por Covid-19 aumentaram, o comércio voltou a ser ameaçado de fechamento, e desde então os amazonenses estão à deriva sob o medo da Covid-19, teimando em fazer festas, voltar a uma vida normal, pedindo por uma vacina. Só resta aguardar um ano novo totalmente oposto a 2020.

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