Os avanços do AM em robótica e jogos

A tecnologia vem evoluindo tão rápido que muitas inovações parecem fazer parte de filmes de ficção científica. O que dizer das máquinas, que não passam de fios unidos e mecanismos com limitação da vida, mas que já são estão em toda parte. A robótica, por exemplo, é adotada por muitas fábricas e indústrias em todo globo terrestre e tem obtido êxito em questões levantadas sobre aumento de produtividade, redução de custos e dilemas com funcionários. A tecnologia mudou o mundo nos últimos anos e sem dúvida, promete mudar muito mais.
De olho nesse mercado, o Amazonas vem investindo na qualificação de profissionais da área de Ciência e Tecnologia. Em Manaus, a EST/UEA (Escola Superior de Tecnologia) oferece diversos cursos voltados à promoção de C&T com laboratórios e centro de capacitação. Desde 2007, existe o Núcleo de Robótica e Automação com a finalidade de promover atividades de extensão dos alunos de engenharia, além de promover a participação da instituição em campeonatos de Robóticas.
De acordo com a UEA (Universidade Estadual do Amazonas), são desenvolvidas três linhas de pesquisa, que envolvem Automação Industrial, Robótica Industrial e Tecnologia Assistiva. São alunos e professores que desenvolvem projetos de P&D em parceria com empresas do Polo Industrial de Manaus, buscando inovações tecnológicas para a região amazônica.
Segundo o coordenador do curso de controle e automação e pesquisador do grupo de robótica da UEA Charles Melo, os alunos já participaram de grandes competições nacionais e internacionais, trazendo prêmios e medalhas para o Estado. “Vimos nesses campeonatos que não estamos atrás de outras universidades e que podemos competir no mesmo nível”, destaca. Mesmo sendo um curso premiado, o número de interessados por robótica na região ainda é considerado baixo. “Um dos motivos pela pouca procura é pela particularidade do curso. A robótica é difícil por ser multidisciplinar”, conta o professor. A UEA abre 45 vagas para o curso, em média 20 são ocupadas e apenas 12 alunos se formam.
De acordo Melo, existe mercado no PIM (Polo Industrial de Manaus), mas o baixo número de profissionais formados pelas instituições não consegue suprir a demanda local. “O curso é formado por professores, mestres e doutores que acabam desenvolvendo projetos para o PIM. O mercado é alto, mas ainda somos pobres na área de robótica e por isso a indústria pega profissionais de fora”, argumenta. Entre 2014 e 2015 foram investidos no grupo de robótica, o montante de 10 milhões dentro de projetos nas universidades.
Para ele, a importância de investir na robótica no Estado vai além de atender a necessidade da mão de obra. “Investir nesse setor é tornar as empresas mais competitivas tendo o diferencial da robotização, influenciando no crescimento econômico da região”, afirma. Segundo Melo, falta investimento e apoio por parte da indústria local e divulgação das instituições para tornar a robótica mais atrativa no Amazonas.

Jogos eletrônicos ganha espaço

Outra tecnologia que ganhou espaço foi o setor de games, que já consolida grandes indústrias e chega a movimentar bilhões em todo mundo. Só em 2015, estima-se que a indústria brasileira dos jogos eletrônicos tenha abocanhado 3 bilhões da fatia mundial. Com objetivo de transformar a Região Metropolitana de Manaus em um Polo de Jogos em território nacional, juntando-se aos grandes centros da indústria do ramo, a UEA oferece pós-graduação em Desenvolvimento de Jogos Digitais. O curso que é voltado para profissionais das áreas de design, programação e outras, colocou a instituição na vanguarda do setor na região Norte.
De acordo com o coordenador e professor Jucimar Maia, o curso faz parte da estratégia da instituição não só formar desenvolvedores e programadores de games, mas também o espírito empreendedor. “A proposta é que, após a conclusão do curso, esses alunos possam formar algumas empresas (startups) como alternativa viável para o polo industrial”, disse. Os alunos interessados na indústria de games são estimulados a desenvolver planos de negócios que subsidiem a abertura de micros e pequenas empresas.
Inaugurado em 2014, o curso é oferecido no Centro de Treinamento e Capacitação Samsung Ocean. O local que é voltado para a criação de soluções móveis é resultado da parceria estabelecida entre a UEA e multinacional coreana Samsung. Segundo a instituição, os laboratórios são os primeiros do tipo fora da Coreia do Sul, terra natal da empresa. “No curso os alunos aprendem a projetar do zero os aplicativos e jogos. É como fazer um prédio, você primeiro tem a ideia, faz a planta e maquete para depois construir. Com os games não é diferente”, explica Maia.
Ao contrário do curso de robótica, o de pós-graduação em Desenvolvimento de Jogos Digitais da UEA é bastante procurado. Dos 40 alunos inscritos, mais da metade concluíram o curso. Para 2016, a universidade abrirá novamente 40 vagas, com expectativa de mais de 80 interessados.
O curso também é premiado e traz na lista mais de 17 jogos produzidos, dentre alguns destaques recentes, o jogo para Android “Asteroid Squad ” no Simpósio Brasileiro de Games -SBGames em 2015, sendo escolhido como finalista na categoria estudante. Neste ano, criou “Carreta Furacão: The Legend ” que conta com mais de 100 mil downloads na loja da Google, sendo destaque nacional entre os aplicativos mais baixados recentemente.

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