É correto afirmar que os ataques cibernéticos estão crescendo por todo o mundo. Porém, constata-se isso principalmente no Brasil, inclusive nas últimas semanas, pois os números são surpreendentes e aumentam cada vez mais, expondo o quanto as empresas em nosso território encontram-se despreparadas na prevenção de tais ataques, o que atrai os chamados crackers.

No ano de 2019, o Brasil foi atingido por uma quantidade assustadora de ataques cibernéticos, registrados como “sequestro de dados”, tornando-se o número dois do mundo nesse tipo de ação, que é denominado ransomware. Esse tipo de ataque se caracteriza pela indisponibilidade e “sequestro” dos dados de uma companhia através de criptografia, bloqueando-os, seguido de contato para a exigência de resgate financeiro ou outro tipo, dependendo do grupo criminoso que o estiver executando.

Dessa forma, certamente o Brasil ficou exposto ao mundo, demonstrando fragilidade e vulnerabilidade nas redes digitais existentes. E isso tanto nas empresas privadas como no poder público e nos próprios usuários da tecnologia. Inúmeras fraudes foram executadas, furto de propriedade intelectual, dados pessoais, vazamento de fotos, clonagem e escuta de números celulares, prejuízos a redes privadas e espionagens diversas, sem contar ataques a redes corporativas, extorsão, sites e páginas falsas, furto de senhas e inúmeras clonagens de cartão de crédito.

Os estudos, à época, apontavam naquele ano um prejuízo de mais de US$ 1 trilhão!

Estudos da Fortinet, empresa multinacional da Califórnia que desenvolve e comercializa software, produtos e serviços de cibersegurança, revelam que o Brasil sofreu mais de 3,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos só no primeiro trimestre de 2021, e, portanto, nosso país lidera o ranking da América Latina, que contabilizou um total de 7 bilhões de tentativas durante o período.

O âmago da questão é quando as empresas irão, de fato, acreditar que a área de proteção digital é fundamental para elas próprias, para sua continuidade operacional, para a satisfação e proteção dos dados pessoais de seus clientes, para a manutenção de sua imagem, de sua marca, de seus investimentos? Deverão ainda passar por outras inúmeras invasões digitais, regates de dados, vazamento de informações confidenciais e desonra mercadológica para fazer o que é correto na área de segurança cibernética?

Essas questões são fundamentais para todos os gestores não só de tecnologia, mas para os próprios membros da alta administração, no compliance às leis e na prevenção de incidentes dessa monta, que só traz prejuízos para todos, inclusive para o Brasil enquanto nação.

Foto/Destaque: Divulgação

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