Organização eleva previsão de expansão da economia do Brasil para 4,8% em 2007

A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) aumentou para 4,8% sua previsão de crescimento do Brasil neste ano, mas apontou alguns riscos, como os elevados gastos do governo.

O otimismo, que supera as estimativas do governo brasileiro, foi justificado pelo desempenho `robusto” das exportações, pela expansão dos investimentos e pelo aumento do consumo privado.

Em maio deste ano, na primeira de suas duas avaliações anuais da economia global, a OCDE havia projetado crescimento ligeiramente menor do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, de 4,4%. Ainda segundo o relatório, a estimativa da entidade é que o Brasil cresça 4,5% em 2008 e em 2009.

“O consumo privado continua a ser um suporte à atividade econômica na esteira de um forte aumento do crédito e da elevação da renda”, diz o relatório. “A expansão do investimento foi particularmente acentuada e a performance das exportações continua robusta”.

A revisão feita pela OCDE indica um índice de crescimento um pouco melhor que o previsto pelo governo brasileiro.

Até agora, tanto o Banco Central como o Ministério do Planejamento estimam crescimento de 4,7% neste ano.

Embora esteja mais otimista em relação ao Brasil, a organização, que reúne 30 das economias mais desenvolvidas do mundo e representa 60% do PIB do planeta, alerta para alguns riscos que rondam a economia do país, entre eles o excesso de gastos do governo.
De acordo com a entidade, a política econômica do governo brasileiro ajuda a “contínua expansão”, mas “o atual crescimento do gasto público precisa ser contido a médio prazo”.

Além disso, um aumento “vigoroso” de importações, especialmente de bens de capital e de insumos intermediários, está começando a pesar no superávit comercial. Segundo o estudo, o Brasil terá, em 2007, superávit em conta corrente de 0,6% do PIB. Para 2008 e 2009 a previsão é de que essa conta fique no vermelho, em -0,1% e em -0,4%, respectivamente.

O estudo observa ainda que a inflação continua bem abaixo da meta do governo (de 4,5%), apesar da alta nos preços de alimentos do meio do ano.

A inflação projetada para 2007 pela entidade é de 3,9%. Para 2008 e 2009, a previsão é de 4%.

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