Oposição também será decisiva para ALE

De acordo com o vereador e deputado estadual eleito José Ricardo Wendling (PT), nos próximos anos o novo presidente da CMM (Câmara Municipal de Manaus), Isaac Tayah (PTB), terá que honrar com suas promessas de campanha se não quiser perder o prestígio conquistado na última eleição. Para o parlamentar, a vitória de Tayah significa um divisor de águas. “A ruptura entre ele (Tayah) e Amazonino é fruto da insatisfação vivida pela própria bancada de apoio ao Executivo. Tayah durante muitos anos participou do rolo compressor que assola os projetos da bancada de oposição. Espero que ele mantenha seu discurso e prove que realmente mudou da água para o vinho”, falou.
Ele lembra que a vitória se deu pelo apoio da bancada de oposição, que dirigiu seus votos para Tayah, embasados no discurso de independência e renovação no modo de gestão da Casa. “Conversamos com ele e redigimos um termo de compromisso para que o vereador conhecesse nossos anseios. Não galgamos nenhum posto na mesa diretora nem muito menos pedimos coisas de interesse individual, nosso objetivo foi sugerir propostas que dessem maior independência e credibilidade à Câmara. Procuramos aproximar a Casa da população, para que a mesma possa participar mais efetivamente das decisões que interferem de forma direta e indireta na vida da sociedade como um todo”, frisou. O petista acredita que Tayah precisará mudar acima de tudo a forma subserviente com que assuntos polêmicos têm sido administrados pelo atual presidente, Luiz Alberto Carijó (PTB), e que seu suplente Waldemir José (PT) será um dos principais fiscalizadores da gestão do petebista. “Espero que a nova administração reformule esse histórico vergonhoso, eu e Marcelo Ramos apresentamos inúmeros requerimentos solicitando explicações sobre assuntos polêmicos do Executivo, como o pagamento de suspeitos R$ 87 milhões feito pela Prefeitura para a empresa Emparsanco, e esses documentos nunca foram aceitos pela bancada da situação que sempre fez questão de embarreirar investigações contra Amazonino”, disse.
O petista, que junto com seus pares Marcelo Ramos (PSB) e Fausto Souza (PRTB), também votará na escolha do novo presidente da ALE (Assembleia Legislativa do Estado). Que seu posicionamento na ALE também será regido pela coerência e sobriedade. “Estamos formando um grupo que almeja a mudança e a renovação da Assembleia, até o momento estamos no apoio à candidatura de Luiz Castro (PPS), mas não temos conversado sobre a eleição da ALE por conta do período de festas, nos reuniremos em janeiro para discutir o assunto, já que a eleição só acontecerá em fevereiro”, salientou.
Em entrevista concedida ao Jornal do Commercio semana passada, o vereador Marcelo Ramos falou que o processo de escolha do grupo de oposição formado na ALE gira em torno da candidatura de Castro, entretanto a hipótese de um possível apoio à candidatura de Marcos Rotta (PMDB) não pode ser descartada e depende de um entendimento entre as partes, segundo Ramos a questão da proporcionalidade na formação da Mesa Diretora deve ser levada em consideração.
“Acredito que o atual presidente está em um processo de desgaste insustentável, e que a continuidade dele é prejudicial para o Poder”, destacou.

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