10 de abril de 2021

Oposição da Aleam defende seguir RI

Tanto Ramos como José Ricardo não confirmam nem descartam a possibilidade de o grupo oposicionista lançar um nome

Criar leis que vão de encontro aos interesses da população do Estado, fiscalizar as ações do Executivo estadual e garantir que o Regimento Interno da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado) seja respeitado e cumprido: essa será a postura dos parlamentares de oposição em 2013. Quem garante são os deputados estaduais José Ricardo (PT) e Marcelo Ramos (PSB). Os dois, ao lado de Luiz Castro (PPS), formam o grupo contrário à administração estadual.
Numa crítica ao atual presidente da Aleam, deputado Ricardo Nicolau (PSD), a quem acusa de engavetar projetos, o petista José Ricardo enumera as principais exigências que a oposição para a próxima legislatura. “O atual presidente está segurando todos os projetos. Temos muitos projetos, tanto da oposição como de outros, que mesmo aprovados nas comissões estão parados. Nossa postura em 2013 será a de sempre: cobrar que cumpram e respeitem o Regimento. É seguir os trâmites, garantir que haja as reuniões necessárias, que a tramitação das matérias obedeça aos prazos estabelecidos, projetos que já foram analisados pelas comissões sejam apreciados em plenário”, defendeu.
Além disso, José Ricardo disse que, qualquer que seja o nome escolhido para comandar os trabalhos legislativos do próximo biênio, irá cobrar do novo presidente mais flexibilidade e transparência: “Uma outra postura é cobrar que o futuro presidente converse mais com todas as lideranças partidárias, inclusive da oposição, para construir as pautas em conjunto. No Congresso Nacional situação e oposição trabalham pautas tranquilamente, o que não vemos aqui. E um terceiro aspecto, eu colocaria é a transparência. O novo presidente deverá ter transparência de todos os atos, que já é inclusive exigida por lei”, acrescentou.
Já o socialista Marcelo Ramos diz acreditar que independentemente do posicionamento político, os três pontos defendidos por seu colega de bancada deveriam ser comum a todos os parlamentares: “Na verdade, o que chamam de postura da oposição é a essência da postura do parlamento, independentemente de ser oposição ou situação. É o que nós fazemos e continuaremos a fazer, sempre na torcida para que as coisas deem certo”.

Candidatura própria

Tanto Marcelo Ramos como José Ricardo não confirmam nem descartam a possibilidade de o grupo oposicionista lançar um nome para concorrer à presidência da Casa em 2013. Mas, ainda segundo os parlamentares, essa discussão fica em segundo plano diante da possibilidade de uma mudança na Constituição do Estado, proposta por Nicolau para garantir a sua reeleição como presidente. De acordo com Ramos, barrar a proposta é prioridade.
“Na verdade eu não diria nem que sou contra a reeleição do atual presidente, para não personalizar nele. Eu sou contra a reeleição. Poderia ser ele (Ricardo Nicolau) e poderia ser qualquer outro. Continuidade não combina com o Parlamento, com o Legislativo, principalmente na atual conjuntura, na qual possibilitar a reeleição exige mudar a Constituição do Estado em três dias, açodadamente por interesses de uma pessoa só. A Constituição do Estado é o instrumento jurídico mais importante do Amazonas e não pode ser modificada por interesses exclusivos de uma pessoa”, disse o deputado.
Sobre o lançamento de um nome de oposição para a cadeira de presidente, Marcelo Ramos reconhece que dificilmente o grupo terá êxito, mas afirma que caso seja necessário o grupo terá candidatura própria. “Somos três (deputados) da oposição contra 21 da situação. É até anti-democrático que eu queira ser o presidente, já que o povo, majoritariamente, escolheu outro grupo político. Agora, claro que se o nome indicado pela bancada governista for um nome que não tenha capacidade de diálogo conosco, nós vamos lançar um candidato pra marcar posição”, garantiu.
O mesmo discurso foi defendido por José Ricardo. O parlamentar lamentou a discussão de nomes em detrimento à discussão de propostas concretas para o Legislativo. “Nome por nome, qualquer um que a gente perceba que tem um compromisso sério poderá ser presidente”.
Ele explicou ainda que uma reunião, marcada para a semana que vem, definirá o posicionamento da oposição em relação a uma provável candidatura própria. Na opinião do petista, qualquer um dos membros da bancada oposicionista está credenciado para o cargo. “Nós vamos discutir se lançamos ou não um nome nosso, provavelmente, na semana que vem. Vamos definir melhor nosso posicionamento. Se for necessário lançar nome para discutir nossas propostas ele será lançado. Aí o nome será discutido entre nós e não teremos dificuldades com relação a isso”, finalizou.

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