23 de maio de 2022

Oposição cobra explicações sobre concurso cancelado

O cancelamento do concurso da Manaustrans, realizado no último domingo, foi um dos principais temas debatidos ontem, 9, pelos parlamentares da CMM (Câmara Municipal de Manaus).

O cancelamento do concurso da Manaustrans, realizado no último domingo, foi um dos principais temas debatidos ontem, 9, pelos parlamentares da CMM (Câmara Municipal de Manaus). Enquanto a bancada de oposição ao Executivo aproveita o tema para criticar o governo municipal e pedir explicações sobre a polêmica, os aliados do prefeito levantam suspeita de ‘complô’.
O vereador Waldemir José (PT) anunciou requerimento no qual convidará o presidente e o vice-presidente do CEAT (Centro de Estudos Avançados e Treinamentos), Elson Borges e José Antônio de Assunção, a comparecerem na CMM para elucidarem o porquê do atraso no início das provas, além da suspeita de ‘vazamento’ do gabarito.
Já o vereador Elias Emanuel (PSB), anunciou que irá solicitar ao MPE (Ministério Público Estadual) que investigue o caso. “Precisamos saber de fato o que aconteceu neste concurso. Só posso intitular isso como mais um desrespeito da prefeitura para com a população”, comentou.
Joaquim Lucena (PSB) condenou a postura do titular da Manaustrans, Coronel Walter Cruz, que, segundo ele, declarou a imprensa não saber o que aconteceu.
“No mínimo fica caracterizada omissão do gestor do órgão”, salientou.
O vereador Massami Miki (PSL) responsabilizou o CEAT pelos tumultos acontecidos. “Houve a contratação de uma instituição para aplicar o concurso. Ela deve ser responsabilizada”, destacou.

Manifestação não teria sido espontânea

A base de apoio do prefeito Amazonino Mendes (PTB) reportou a questão ao ‘terrorismo’ feito por terceiros contra a administração do chefe do Executivo. “As pessoas foram pagas para fazer baderna. Inclusive alguns estavam bêbados”, ressaltou o vereador Homero de Miranda Leão (PHS).

Revisão do Plano Diretor também é lembrada

O vereador Wilker Barreto (PHS) alertou
seus pares para as questões referentes a revisão do Plano Diretor. O parlamentar lembrou que o projeto será enviado pela prefeitura em outubro e, por isso, a Casa precisa ‘correr’ para estabelecer o melhor método de suporte técnico a ser usado no estudo do projeto.
“A Mesa precisa urgentemente procurar o CREA [Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia], a Ufam [Universidade Federal do Amazonas), a UEA (Universidade Estadual do Amazonas] e mostrar a realidade financeira desta Casa. Não podemos chegar próximo de setembro e não termos o posicionamento de como vai se comportar o suporte técnico aos vereadores. Nós estamos falando do principal direcionamento das políticas públicas do município de Manaus para os próximos 10 anos”, emendou.
Wilker também levantou as questões de ordem financeira, segundo o parlamentar a CMM não teria condições para arcar com os valores necessários para o aporte técnico.
“Sabemos da dificuldade financeira da Casa. Ou conseguimos convênios ou a câmara vai ter que desembolsar dinheiro”, frisando sua preocupação com a possível falta de tempo hábil para a análise dos vereadores.
“O que me preocupa é o prazo que esta Casa irá ter. Temos que levar em consideração que 2012 é ano político, e para não acontecer o esvaziamento teremos que utilizar o recesso parlamentar de fim de ano”, disse.
Fazendo um comparativo simples, Wilker mostrou que o orçamento de Manaus é da ordem de R$ 2,5 bilhões por ano. “Se nós multiplicarmos isso para os próximos 10 anos, estamos falando de um Plano Diretor que vai ordenar o crescimento da cidade na ordem de R$ 25 bilhões. Isso se não levarmos em consideração o crescimento da arrecadação”, finalizou.

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