Oportunidade inédita de crescimento econômico

O Brasil tem oportunidade de crescimento inédita em sua história, decorrente da conjuntura mundial favorável e da solidez dos fundamentos de sua economia. Colhe os frutos do Plano Real, acrescidos de políticas implantadas na presente gestão do Banco Central, com estabilização da moeda, inflação baixa, o menor índice do risco-país, dívida externa reduzida e equacionada, exportações cada vez maiores e a iminência de ser elevado a grau de investimento pelas agências internacionais. Esses elementos positivos deverão estabelecer fluxo de recursos e investimento jamais visto.
Estamos no caminho certo. Possivelmente, em poucos anos teremos uma conjuntura a que minha geração jamais assistiu, mas que falta pouco para se materializar. Para isto, basta manter os fundamentos da economia estáveis e que o governo resista às pressões inflacionárias e outras que possam comprometer o equilíbrio fiscal. Quanto às reformas estruturais, tão aguardadas desde a promulgação da Constituição de 1988, vêm sendo feitas a um ritmo lento, é verdade, mas já se adotaram numerosas medidas, por iniciativa do governo, do Parlamento e advindas da própria sociedade, voltadas a mitigar os entraves burocráticos e fiscais.
Nesse contexto, é lamentável a anacrônica postura de alguns setores que insistem em promover invasões, greves de serviços essenciais e paralisações que afetam o dia-a-dia dos cidadãos e prejudicam a imagem do país. Falta ao governo e à própria oposição entenderem o real malefício dessas ações nefastas e a elas reagir, combatendo-as no exercício legítimo de sua autoridade e utilizando os instrumentos legais do estado de direito.
Também é preciso agilizar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), destravando a economia. Algumas medidas do programa redundam em benefícios diretos para a indústria de transformação. Para o setor gráfico, por exemplo, há pontos importantes, como a resolução de conflitos tributários (ISS x ICMS), redução de custos cartorários, desoneração de investimentos e neutralização da cumulatividade entre impostos federais, estaduais e municipais.
O melhor termômetro para mensurar o momento favorável é a performance das empresas. A T.Janér, fornecedora de soluções integradas para o setor gráfico, faturou R$ 192 milhões em 2006, cerca de 35% a mais do que em 2005, e projeta para 2007 crescimento de dois dígitos.
Os números sugerem o aquecimento da indústria gráfica, que, por sua vez, permite leitura do nível de atividade por meio das encomendas de embalagens, talões de cheque, cartões de crédito, manuais de automóveis e aparelhos eletrônicos, notas fiscais e outros itens indicadores do nível de atividade.
Assim, há um cenário muito propício para a definitiva redenção socioeconômica do Brasil.

Luiz Carlos Baralle é administrador de empresas e engenheiro industrial.

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