22 de janeiro de 2022
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Reformas estruturais são urgentes, sem as quais as contas públicas permanecerão assustadoras

O brasileiro aprecia opinar sobre quase tudo, independentemente dos conhecimentos que possa possuir; de seus gostos subjetivos ou de seu senso comum. E, na arte de opinar, sempre fala mais do que raciocina. Hoje com as redes sociais “bombando” o brasileiro vive no mundo das opiniões. A cada notícia seguem dezenas de opiniões, quase todas apaixonadas, emotivas ou vingativas. Será que as redes sociais deram a todos a certeza de que tudo conhecem? Ou será que possuem a mais sábia ou a mera vontade de opinar? Nossa Carta Magna confere a total liberdade de expressão, mas a cada um de NÓS cabe limitar seu direito de opinar; eis que responderemos pelas atitudes ou colocações falsas ou dolosas. É  inegável que temos hoje indivíduos mais versados, jovens mais bem capacitados, fruto do estado democrático de direito que temos; mas condenamos aqueles formadores de opinião que em sua maioria descambam para a prática do ato de impor sua postura ideológica, suas preferências pessoais, cedendo até a seus patrões…

Assim é que o Min. do STJ, Antonio Saldanha Pinheiro, em entrevista ao Anuário da Justiça Brasil 2019, fora taxativo ao concluir que “há ódio na opinião pública, contaminando o Judiciário, cabendo a este decidir cada caso sob o ângulo da legalidade”. Por outro lado,  em outro segmento ninguém discorda dos desafios a serem enfrentados pela economia. E o PIB com um pífio crescimento de 1,1% em 2018 é a prova irrefutável de que o ano se inicia sem perspectivas.

Reformas estruturais são urgentes, sem as quais as contas públicas permanecerão assustadoras. Não ocorrerão investimentos e as indústrias sem competitividade não podem viver na incerteza. E o desemprego, pior legado da recessão, voltara a crescer, passando de 11,7% para 12% em janeiro de 2019, conforme Pnad. Quem assim se expressa tem compromisso com a Nação, pois refere-se ao tamanho do desafio que o governo Bolsonaro tem pela frente… Na área da educação o país se encontra na 119ª posição, atrás até da Etiópia, Namíbia, Zimbabue, conforme Ranking elaborado pelo World Economic Forum. E, enquanto os governos anteriores gastaram 29,7 bilhões de reais em publicidade e o atual alega que só gastará R$ 150 milhões, é evidente que houvera algo anormal.

Os conteúdos acima expostos revelam colocações realistas, fruto da livre manifestação e não da ideologia de quem as emitira, sendo assim forçoso reconhecer que o povo trabalhador não nutre ódio, mas o desejo de ser respeitado, bem informado e não enganado como fora nas últimas décadas.

*José Alfredo Ferreira de Andrade é ex- Conselheiro Federal da OAB/AM nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 – OAB/AM A-29 – Email: [email protected]

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