Operários da construção fazem paralisação em obra

Para iniciar a semana, 200 funcionários que realizam a construção do empreendimento Mundi Resort Residencial, na Avenida Ephigênio Salles, decidiram cruzar os braços e paralisar as atividades do canteiro de obras na manhã de ontem (07)

Para iniciar a semana, 200 funcionários que realizam a construção do empreendimento Mundi Resort Residencial, na Avenida Ephigênio Salles, decidiram cruzar os braços e paralisar as atividades do canteiro de obras na manhã de ontem (07).
O vice-presidente do Sintracomec/AM (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Amazonas), Cícero Custódio, justifica que a atitude dos trabalhadores foi motivada pelo atraso de 45 dias no pagamento.
O dirigente especifica que, dentre os manifestantes, 152 são cidadãos brasileiros de várias regiões do país, enquanto 48 são haitianos, que têm vindo à cidade na tentativa de recomeçar a vida depois do terremoto no Haiti.
Custódio ressalta que as reivindicações também exigem a entrega do vale-transporte, assim como as melhorias nas condições de trabalho. “A empresa não dá suporte. Alguns trabalhadores voltam para casa sem tomar banho, porque não há água”, destacou.
Por sinal, no mesmo dia, a presidente Dilma Roussef (PT) apontava que a saída para a crise econômica é enfrentar o desemprego e manter os direitos dos trabalhadores. Em seu programa de rádio semanal, Café com a Presidente, a petista comentou que “a crise econômica mundial, que está abalando, principalmente, os países da Europa e os Estados Unidos, não pode ser resolvida com desemprego e muito menos com a redução dos direitos trabalhistas”.
Apesar das reclamações quanto a falta de cumprimento dos direitos trabalhistas, no que se refere à construtora Patrimônio Incorporações, responsável pela obra, Custódio argumenta que mais de 90% das empresas de construção civil do Estado estão mantendo o acordo realizado em convenção coletiva no ano anterior.

Acordo

Por meio de terceiros, Marco Bolognese, diretor executivo da construtora Patrimônio Incorporações, respondeu apenas que a empresa tem realizado todos os trâmites para atender as demandas dos funcionários.
O presidente do Sinduscon/AM (Sindicato das Indústrias de Construção Civil), Eduardo Lopes, salienta que o grupo não é filiado a entidade, por conta disso, o sindicato patronal não está a par das negociações.
Até às 17h de ontem, não havia qualquer sinal de negociação. O vice-presidente do Sintracomec/AM declara que, caso não haja qualquer acordo com a empresa, os trabalhadores pretendem paralisar todos os canteiros do grupo, que possui oito torres.

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