Operadoras de celulares encontram mercado promissor na telefonia fixa

As operadoras de telefonia móvel entraram na disputa do mercado de telefones fixos. Empresas que antes disponibilizavam apenas linhas para celulares lançaram serviços com convergência do telefone fixo e móvel e aparelhos aparentemente convencionais, mas que possuem a vantagem da mobilidade e de tarifas especiais. A tendência pode ser identificada com a elevada queda na produção industrial dos aparelhos residenciais e a transição da demanda no comércio por telefones portáteis.

A fabricação de aparelhos telefônicos residenciais no PIM (Pólo Industrial de Manaus) registrou retração de 92,90% no acumulado de janeiro a agosto deste ano, comparando ao mesmo período de 2006. No acumulado dos oito meses iniciais do ano anterior foram produzidas 678,97 mil unidades contra 48,19 mil telefones fabricados no mesmo período de 2007. Deste total, somente 44,76 mil aparelhos foram vendidos.

O faturamento das empresas que produzem esses aparelhos telefônicos foi de US$ 822.207 milhões, no intervalo janeiro/agosto, segundo os indicadores do desempenho do PIM, divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).

Empresas fabricantes

Os dados tomam como base a produção das empresas Ceder Eletrônica da Amazônia, Flextronics International da Amazônia, HDL da Amazônia Indústria Eletrônica, Infocom Amazonas, Siemens Home and Office Equipamentos de Comunicação, Panasonic do Brasil e Santel Tecnologia em Comunicações.

O comércio local registrou forte queda nas vendas de telefones com fio. Porém, segundo os lojistas, houve aumento na demanda dos aparelhos residenciais sem fio. A projeção dos comerciantes é a intensificação da baixa saída de telefones convencionais devido ao lançamento de planos especiais para telefones fixos, oferecidos por operadoras de telefonia móvel.

O subgerente da TV Lar, Klayton Pereira, informou que neste ano houve retração de 60% na procura por telefones residenciais com fio. De acordo com o executivo, de 10 aparelhos vendidos, sete são sem fio. A loja vende telefones de R$ 30 até R$ 295 das marcas Siemens, Motorola, Intelbras, Panasonic, Jwin e Santel.

Tendência é vender apenas portáteis

“A expectativa é que futuramente se elimine as vendas de aparelhos convencionais e sejam vendidos apenas aparelhos portáteis”, avaliou Klayton Pereira, ressaltando que o consumidor tem apresentado preferência também por celulares pré-pagos, que registram vendas 50% superior às do pós-pago.

As vendas de telefones residenciais caíram 50% na City Lar em relação ao ano anterior. O gerente da loja, Homero Duarte, informou que os telefones sem fio lideram as vendas dos aparelhos convencionais. “A procura por telefone portátil é 20% maior do que a de aparelhos com fio”, disse.

O gerente apontou o incremento na demanda de celulares, principalmente, pré-pago. “O consumidor busca economia, por isso há uma tendência à substituição do telefone fixo pelo celular pré-pago, que apresentam saída 80% maior que os pós-pagos”, disse.

De acordo com o gerente da Ultramóveis, Josué de Souza, há dois anos a loja deixou de comercializar telefones convencionais com fio por conta da baixa procura. “Os aparelhos sem fio têm melhor saída. Em média são vendidos de dois a três unidades por semana”, informou o executivo. Os telefones comercializados são das marcas Semp Toshiba e Motorola, que custam entre R$ 99 e R$ 390.

Vendas estáveis

A empresa de telefonia Telemar (Grupo Oi), informou que as vendas de linhas fixas estão estáveis no Amazonas, dentro das metas estabelecidas pela empresa. Nas ligações locais de fixo para fixo, os clientes do Plano Básico de Minutos pagam R$ 0,957 pelo minuto excedente no Amazonas. Para os clientes que utilizam o Plano Alternativo de Serviço de Oferta Obrigatória, o minuto no Estado excedente custa R$ 0,037. A Oi oferece ainda 12 planos alternativos de minutos.

Segundo assessoria de imprensa da empresa, a competição é uma realidade na telefonia fixa bras

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