Operadora investe em público jovem

Apostando na segmentação de mercado a operadora de telefonia Oi lançou nesta terça feira (10), uma estratégia para conquistar o público jovem, o “Oi Galera” é o único plano que oferece serviço de voz, dados, SMS, música e acesso à maior rede de wi-fi do Brasil. A estratégia se justifica pelas pesquisas do Instituto Provokers em que a OI foi escolhida em 2012, como a primeira marca que vem à cabeça (top of minds) de jovens entre 18 e 25 anos. Os serviços estarão disponíveis por apenas R$ 0,99 pelo dia que for usado.
O público dessa faixa etária terá o primeiro contato com o produto na abertura do Rock in Rio 2013, na sexta feira (13), serão distribuídos 30 mil chips para os jovens interessados, presentes ao evento. Para o presidente da Oi, Zeinal Bava, este público tem especificidades próprias que devem ser exploradas por quem as entende “o segmento jovem tem dimensão e forte apetite tecnológico, é exigente e ativo. A maneira de vender e consumir é diferente, tem uma linguagem própria, para isso, teremos 60 atendentes com a mesma faixa etária, sediados em Recife para o contato direto,” explicou Bava por meio de teleconferência, direto da Oi Futuro, no Rio de Janeiro.
Em Manaus, a diretora de Relações Institucionais da Oi, Vânia Antonaccio explicou que os serviços estarão disponíveis já no dia do lançamento “um jovem que esteja na abertura do Rock in Rio e receber um dos chips pela ação da operadora, pode convidar, via facebook um amigo da mesma faixa etária, de qualquer lugar do Brasil para fazer parte do Oi Galera. Esse vai ser uma das estratégias (member get member) da empresa para atrair os jovens, já que nesse primeiro momento os chips não estarão sendo vendidos.” As outras formas de adesão serão “Oi na Hora” (ações de distribuição em eventos que reúnam jovens) e a “Wish list” (lista de amigos que podem se interessar).
Ainda durante o anúncio do produto no Rio de Janeiro, algumas dúvidas foram esclarecidas, como por exemplo, se a promoção era exclusiva para a faixa etária de 18 a 25 anos, a explicação foi de que não haveria exclusividade e sim direcionamento. Um interessado, além dos 25 anos poderia aderir ao plano desde que pagasse uma taxa de adesão, a comprovação de idade se daria no ato da habilitação através do CPF. A taxa de adesão para pessoas fora da faixa não foi divulgada.
Quando as perguntas foram abertas ao público, o presidente e os superintendentes da Oi se limitaram a responder somente sobre o produto lançado e questões operacionais, explicando que temas como valores investidos, multas recebidas da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e da possível Fusão com a Portugal Telecom (de abril de 2008 a maio de 2013, Bava foi Presidente Executivo da Portugal Telecom, o que gera especulações) devem ser tratados com acionistas e outros especialistas.
Um dos questionamentos foi sobre as contradições dentro da empresa, que está em 4800 municípios brasileiros, investir em um produto voltado a mobilidade, tendo seus mais fortes números em telefonia fixa (49 milhões de clientes), sendo poucos (18 mi) os usuários móveis. Os superintendentes tiveram que explicar que o suporte dado a telefonia fixa, com a capacitação de mais técnicos gerariam uma melhor qualidade do serviço, o que poderá ser estendido ao 4G.
Sobre o cronograma de melhorias imposto pela Fifa para as cidades sedes da Copa do Mundo em 2014, o presidente da Oi contou que a companhia espera cumprir as exigências e que estes resultados poderão ser divulgados em novembro. Em Manaus, Vânia Antonaccio fez coro com a presidência “no momento estamos focados na ‘infra’, em planos de ação de TI, só para a companhia. Após esse período poderemos definir a fase de implantação do 4G no Amazonas, provavelmente em abril de 2014, portanto, dentro do prazo da Fifa.”
Ao ser perguntado se a operadora teria condições de suprir a demanda gerada pelo novo produto lançado, o diretor de varejo da Oi, Fábio Malinconico Júnior, também foi otimista “a companhia tem ótima estrutura regional e nossa estimativa é de recebermos R$ 67 mi para investimentos em qualidade.”

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