Operações policiais possibilitam ajustes

A última sexta-feira (02) foi marcada pela realização de duas grandes operações policiais tomaram as ruas da capital amazonense: Hidra e Centro Seguro.
Deflagrada pela Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, após três meses de investigações da Delegacia de Defesa Institucional, a operação Hidra teve o objetivo de desarticular organização criminosa especializada na falsificação de documentos, sonegação fiscal, estelionato e outros crimes financeiros.
A quadrilha é acusada de utilizar documentação fria na criação de empresas fantasmas, que após obterem lesavam as instituições financeiras com o cancelamento dos CNPJs fraudulentos. Instituições comerciais e a Receita Federal também tiveram prejuízos com a emissão de cheques sem fundos e sonegação fiscal. O prejuízo aos cofres públicos com as fraudes pode superar os R$ 5 milhões.
Ao todo, dos 12 mandados de prisão preventiva expedidos contra empresários e comerciantes suspeitos, sete foram cumpridos na manhã da última sexta-feira; outras duas pessoas já se encontravam detidas. Além disso, foi decretado bloqueio dos bens dos envolvidos e mandados de busca e apreensão.

Centro Seguro

Já a operação Centro Seguro, articulada pela Secretaria Municipal do Centro em parceira com a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Polícia Federal entre outros órgãos das esferas federais, estaduais e municipais, se concentrou no quadrilátero formado entre as avenidas Joaquim Nabuco, Leonardo Malcher, Luiz Antony e orla do Rio Negro.
O alvo da ação foram 18 estabelecimentos comerciais supostamente envolvidos em crimes como tráfico e consumo de drogas; prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes; abandono de incapaz; receptação e comércio de material roubado e furtado; e ainda instalações precárias, tomadas pela insalubridade.
Durante a operação foi deflagrado um mini-laboratório de refino de cocaína numa hospedaria de nome hotel Rio Negro. Além disso, a operação resultou em 23 pessoas detidas por consumo e suspeita de tráfico de drogas -incluindo um foragido do Instituto Penal Antônio Trindade, 20 estrangeiros ilegais identificados, oito autos de infração expedidos a estabelecimentos irregulares, oito hotéis interditados e um vasto material apreendido por suspeitas de serem fruto de roubo e furto.
Segundo o delegado geral adjunto, Mário Aufiero, a operação Centro Seguro não para apenas nessa operação, uma vez que a Polícia Civil tem mapeado na região aproximadamente 200 hotéis em condições suspeitas. Para ele, o sucesso da operação foi a integração entre os mais de 30 órgãos. “A operação Centro Seguro teve como principal êxito a integração de muitos órgãos que puderam cooperar na conquista dos resultados alcançados contra a criminalidade”, observou Aufiero.
A operação Centro Seguro é resultado de seis meses de trabalho da prefeitura e três de investigações policiais. Para o secretário da Semc, apesar de ser atribuição das polícias, o executivo minicipal também deve combater as situações degradantes que foram identificadas nas investigações.
“A revitalização do Centro Histórico de Manaus não passa apenas pelas questões urbanísticas. Se faz necessário primeiramente o olhar para o lado social e o combate intenso à criminalidade que se instalou de forma suja nessa região”, disse o titular da secretaria do Centro, Rafael Assayag.

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