Operação inclui mandado de prisão contra secretária de Saúde

A Polícia Federal (PF) cumpre 20 mandados de busca e apreensão e oito de prisão temporária de investigados por fraude e superfaturamento nas ações de combate à pandemia no Amazonas. Entre os alvos de prisão temporária estão a secretária de Saúde do Amazonas, Simone Papaiz, e o secretário-adjunto de Saúde, João Paulo Marques, além de funcionários do governo e empresários ligados ao setor de saúde.

O inquérito investiga provas e indícios de desvios dos recursos públicos enviados pelo governo Bolsonaro que deveriam ser destinados ao sistema hospitalar estadual.

Os mandados foram expedidos pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e o cumprimento das ordens conta com a cooperação do Ministério Público Federal (MPF), da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal (RFB). O ministro determina ainda o bloqueio de bens no valor R$ 2,976 milhões, de 13 pessoas físicas e jurídicas.

Na medida de suas responsabilidades, os indiciados podem responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, pertencimento a organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A operação, denominada Sangria, é uma alusão às suspeitas de que uma revendedora de vinhos tenha sido utilizada para desviar recursos públicos que deveriam ser destinados ao SUS (Sistema Único de Saúde) no Amazonas.

Resposta do Governo

O Governo do Amazonas informa que aguarda o desenrolar e informações mais detalhadas da operação que a Polícia Federal realiza em Manaus para, posteriormente, se pronunciar sobre a ação. Informa, ainda, que o governador Wilson Lima, que estava em Brasília para cumprir agenda de trabalho, está retornando para Manaus.

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