ONU quer acordo para livrar cubano

No mesmo dia em que o chanceler espanhol Miguel Angel Moratinos chegou à Havana para tentar convencer Cuba a liberar presos políticos -evitando assim a morte do dissidente Guillermo Fariñas-, a ONU pediu que o governo cubano evite uma tragédia no caso.
A alta comissária da ONU (Organização das Nações Unidas) para os direitos humanos, Navi Pillay, espera que o governo se posicione quanto ao caso do dissidente cubano Guillermo Fariñas, em estado crítico após mais de quatro meses de greve de fome para exigir a libertação de presos de políticos doentes. “Acompanhamos muito de perto este caso e mantivemos contato com as autoridades cubanas sobre o caso do senhor Fariñas”, disse o porta-voz de Pillay, Rupert Colville.
Ele lembrou que a alta comissária fez contato há vários meses com as autoridades cubanas em relação aos casos dos opositores em greve de fome e que, desde então, privilegiou a via do “diálogo” em sua tentativa de contribuir para uma solução.
Colville ressaltou que “greve de fome é uma decisão pessoal” e acrescentou ainda que “é difícil comentar” sobre os direitos humanos vinculados a uma greve de fome.
O porta-voz indicou que a reivindicação de Fariñas não é comum, já que seu objetivo é “mostrar a preocupação com relação à liberdade de expressão, de reunião e de movimento” na ilha. Fariñas divulgou uma mensagem em que se diz “consciente” da possibilidade de uma morte próxima, pela qual apontou “os irmãos Fidel e Raúl Castro” como futuros responsáveis. “Consciente do meu falecimento próximo, eu estou, e o considero uma honra pois tento salvar a vida de 25 presos políticos”, aponta Fariñas em mensagem enviada por telefone a seu porta-voz, Licet Zamora, do hospital onde está internado.
“Os únicos responsáveis por minha futura morte são os irmãos Fidel e Raúl Castro. Confio na equipe médica e paramédica que me atende. É por isso que rejeitei as diferentes ofertas que fizeram para que eu me tratasse em outros países”, disse o psicólogo e jornalista, de 48 anos.
Licet Zamora disse que a mensagem é uma resposta à entrevista divulgada na imprensa oficial de Cuba, no fim de semana, sobre o estado de saúde do dissidente.

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