A citação do arroz é tão antiga que, há cerca de cinco mil anos ele já aparecia na literatura chinesa. No Brasil o cereal foi pioneiro. Dizem os pesquisadores que o país teria sido o primeiro do continente americano aonde foi cultivado, muito embora, antes de os portugueses chegarem ao Brasil, os tupis já colhessem e se alimentassem de arroz.
E até hoje, mesmo sendo consumido há milhares de anos, o arroz ainda é capaz de despertar atenções.
Mateus Lima sempre gostou de cozinhar. “Desde sempre. Ainda na época da escola, quando reunia com os meus colegas, gostava de ir para cozinha preparar a comida”, recordou.
Os tempos de escola ficaram para trás e eis que Mateus foi cursar gastronomia. “No curso, conheci a Chelzea Mara e acabamos nos tornando amigos. Ao final do curso, no ano passado, já havíamos resolvido que iríamos montar um restaurante, mas queríamos uma coisa diferente, que ainda não tivesse em Manaus. A Chelzea é paraense então deu a ideia de irmos até Belém para observarmos o que eles tinham e nós não”, contou.
Dez dias na capital paraense foi o suficiente para o casal de amigos verificar que, em termos de gastronomia, destacavam-se as arrozterias. “Elas estão por todos os lugares. São estabelecimentos onde tudo gira em torno do arroz. Numa arrozteria, o arroz não é o acompanhamento, mas o principal do prato”, contou. “Outra coisa que observamos é que as arrozterias são lugares extremamente populares, e não era isso que queríamos para o nosso restaurante”, resumiu Mateus.
Foi assim que surgiu, há três meses, a primeira arrozteria de Manaus, a Rizerie (com nome francês e tudo), no bairro da Alvorada. “Rizerie significa ‘moinho de arroz’, e também tem a ver com o algo a mais que os nossos pratos apresentam”, explicou.

De coadjuvante a astro
“Todos os pratos servidos na Rizerie foram desenvolvidos por mim e pela Chelzea. Em Belém, pegamos apenas o conceito do que é uma arrozteria, mas o nosso cardápio é exclusivo”, acrescentou.
São tantos os pratos disponibilizados na arrozteria que nem Mateus, nem Chelzea sabem quantos são. “São mais ou menos 40. É porque permanentemente estamos lançando novidades. Não repetimos pratos no dia a dia. Sempre temos algo novo no cardápio”, disse.
E o arroz, lógico, é o componente principal. “Ele vai ‘embutido’ em todos os pratos acompanhado seja por proteínas, vegetais ou legumes”.
O serviço do restaurante é idêntico ao utilizado por sanduícherias, e outros estabelecimentos gastronômicos, onde os alimentos são disponibilizados em cubas, atrás de vitrines, e um funcionário serve o item solicitado pelo cliente. “Nossa maior preocupação é com a higiene e a manipulação dos alimentos, por isso adotamos esse sistema onde só o funcionário tem acesso aos alimentos”, explicou.
Diariamente são disponibilizados seis tipos de arroz com seis tipos de acompanhamentos, que também levam arroz, como o bolinho de arroz. “Numa tigela, o funcionário serve a porção, que varia de R$ 6, a R$ 10, (dependendo da composição) e cada acompanhamento custa R$ 3. E temos os pratos executivos de grelhados especiais, com filés de carne, frango ou peixe, que custam entre R$ 12, e R$ 14”.
E na sobremesa, entre outros, arroz doce e pudim de arroz.
Na Rizerie o arroz deixou de ser um simples coadjuvante e se transformou em astro. Um exemplo para quem, na vida, acha que nunca vai deixar de estar no segundo plano.
O restaurante funciona de segunda a sexta, das 11h às 14h, e aos sábados, de 11h às 15h, com serviço de delivery.

O Brasil foi pioneiro

Diversos historiadores e cientistas apontam o sudeste da Ásia como o local de origem do arroz. Na Índia, uma das regiões de maior diversidade e onde ocorrem numerosas variedades endêmicas, as províncias de Bengala e Assam, bem como na Mianmar, têm sido referidas como centros de origem dessa espécie. Bem antes de qualquer evidência histórica, o arroz foi, provavelmente, o principal alimento e a primeira planta cultivada na Ásia. As mais antigas referências ao arroz são encontradas na literatura chinesa, há cerca de 5.000 anos. Certas diferenças entre as formas de arroz cultivadas na Índia e sua classificação em grupos, de acordo com ciclo, exigência hídrica e valor nutritivo, foram mencionadas cerca de 1.000 a.C.
Alguns autores apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal no continente americano. O arroz era o “milho d’água” (abati-uaupé) que os tupis, muito antes de conhecerem os portugueses, já colhiam nos alagados próximos ao litoral. Em 1587, lavouras arrozeiras já ocupavam terras na Bahia e, por volta de 1745, no Maranhão. Em 1766, a Coroa Portuguesa autorizou a instalação da primeira descascadora de arroz no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. A prática da orizicultura no Brasil, de forma organizada e racional, aconteceu em meados do século 18 e daquela época até a metade do século 19, o país foi um grande exportador de arroz.

O QUÊ? Arrozteria Rizerie
ONDE? Rua Loris Cordovil, 26 – Alvorada
HORÁRIO? De segunda a sexta, das 11h às 14h, e aos sábados, de 11h às 15h
INFORMAÇÕES: (92) 9 8807-7762 e 3239-2176

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