Omar é peça-chave nas próximas eleições

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (13) poderá dar um novo tempero na disputa eleitoral de 2014. Segundo o levantamento, encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), tem a melhor avaliação entre os demais governadores do Brasil, com 74% dos entrevistados considerando o governo como “ótimo” ou “bom”.
Em relação à aprovação pessoal dos governadores, Omar Aziz também tem o maior percentual, de 84%. Eduardo Campos, de Pernambuco, aparece com 76%. Já Rosalba Ciarlini, do Rio Grande do Norte, tem 13% de aprovação e Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, 16%.
Com o resultado, o governador do Amazonas fortalece ainda mais a sua influência como um cobiçado e importante apoio político. Pelo menos quatro dos possíveis candidatos ao governo do Estado têm seus nomes diretamente ligados a Omar Aziz e o posicionamento dele, bastante aguardado por todos os envolvidos, é visto como decisivo para a definição das estratégias de campanha.
“Quem tem o apoio do governador é sempre um candidato que tem um forte potencial para dar continuidade às políticas públicas do governo. É um peso decisivo. O peso do governador é sempre muito forte. Então a tendência é de que o candidato que tenha o apoio do governador seja o candidato que vá conseguir dar continuidade às políticas públicas. A tendência do eleitor é de voto conservador”, explica o cientista político Breno Rodrigo Leite.

Racha

Segundo o cientista, a sucessão deverá sair de um provável racha (ainda que meramente momentâneo e eleitoral) do bloco de governo, que tem a secretária de Estado de Governo, Rebecca Garcia (PP); o deputado Chico Preto (PSD) e o vice-governador José Melo (PROS) como pré-candidatos declarados – além, é claro, do senador Eduardo Braga (PMDB), que liderou por muito tempo este grupo político, brigando pelo apoio do governo estadual.
“A tendência é que haja realmente um racha dentro do governo, mas que tão logo o próximo governador assuma, as coisas vão se recompor novamente. Isso não rompe com nossa tradição política, que é a sucessão intra-elite, ou seja, não há abertura para candidaturas alternativas que estão por fora do sistema. A elite se auto-compõe e se auto-elege. O poder sempre fica dentro do grupo. E isso acontece desde os anos 60 com Gilberto (Mestrinho) e Plínio Coelho”, explicou.

Oposição

Outra variante decisiva para a definição dos apoios é o comportamento da oposição. Breno Rodrigo afirma que, com uma administração estadual sem grandes obras públicas, mas também sem escândalos de corrupção, caberá à oposição tentar minar, ou pelo menos dar visibilidade a algumas falhas da administração.
“O jogo vai depender muito de como a oposição vai se comportar. O jogo é muito incerto e depende muito da personalidade de cada candidato”.
De acordo com informações da Agecom, Omar Aziz ainda não decidiu se será candidato ao senado no ano que vem ou se cumprirá o mandato de governador até o fim, em 31 de dezembro de 2014, e que por isso não é possível fazer qualquer comentário sobre possíveis alianças.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email