19 de abril de 2021

Omar deve mexer também na Amazonastur

Em tempos de reforma administrativa é bom lembrar que há anos que o trade turístico defende que o governador Omar Aziz (PSD) deveria entregar a pasta do turismo -a Amazonastur- a um profissional da área

Em tempos de reforma administrativa é bom lembrar que há anos que o trade turístico defende que o governador Omar Aziz (PSD) deveria entregar a pasta do turismo -a Amazonastur- a um profissional da área. Esta proposta chegou a ser defendida insistentemente pelo ex-secretário de Planejamento, Dênis Minev, junto ao ex-governador Eduardo Braga. Técnico de reconhecida competência, o jovem executivo contestava o desempenho da atual presidente do órgão, Oreni Braga, mas esbarrou na questão política. A reforma q ue Omar está implementando

Turismo 2

É que a estatal se transformou em um feudo da Igreja Assembleia de Deus, da qual ela é adepta. Sua nomeação em 2003 se deu por indicação do deputado Silas Câmara (PSD). E é ele quem a segura no posto nos últimos dez anos, apesar dos números ainda pífios que o setor apresenta.

Avisados

Ex-presidente da extinta Emantur e conhecedor da área, o secretário de Cultura, Robério Braga, que faz muito mais pelo turismo que o órgão do setor, é outro que cansou de avisar o ex e o atual governador sobre os prejuízos que a politização da Amazonastur está causando ao Estado. Um exemplo claro é a obra do Centro de Convenções, anexo à Arena da Amazônia, que está parada e é de responsabilidade de Oreni.

Cabide

Boa parte dos funcionários da Amazonastur é da Assembleia de Deus. Eles ocupam postos-chave. Um megaevento, no Sambódromo em 2010, por ocasião da Convenção Estadual da instituição, foi praticamente todo bancado com recursos do órgão, sem que isso redundasse em incremento da atividade turística no Estado. Oreni é acusada de transformar viagens de promoção do Estado em passeios familiares, com direito a primeira classe em aviões e hospedagem cinco estrelas.
G12

Muitos deputados no plenário da Aleam, na quinta-feira (6), queriam saber o significado de G12. Um dos cardeais, membro do grupo, explicou: G12 é o grupo dos 12 apóstolos da ética, da moralidade, da transparência e da lealdade ao governador Omar Aziz. O problema é que um observador lembrou de que mesmo entre os apóstolos, teve traidor, por isso, todo cuidado nesse momento de definições é pouco.

Rejeição

Enquanto isso na Câmara, fontes da Coluna ligadas a diversos vereadores, antigos e eleitos, asseguram que o prefeito eleito Artur Neto (PSDB) está prestes a cometer a maior “burrada” do seu início de governo, ao impor o vereador eleito Bosco Saraiva (PSDB) como presidente da Câmara Municipal de Manaus. O grau de rejeição ao nome do tucano é tão grande que dizem que se a eleição fosse hoje, Bosco não teria os dez nomes aliados para formar a Mesa Diretora. Será?

Sem chance

O vereador Marcel Alexandre (PMDB) afirmou, na quinta-feira (6), que não há a menor chance de surgir uma nova candidatura, muito menos a sua. Ele reafirmou o apoio ao presidente Isaac Tayah (PSD) e disse que, se este desistir da disputa, vai aderir ao grupo que apoia Wilker Barreto (PHS). Fez questão de ressaltar, entretanto, que sua postura é meramente política e não significa qualquer rejeição ao nome de Bosco Saraiva (PSDB).

Reunião

Na noite de quinta-feira (6) um grupo de 16 vereadores esteve reunido com Tayah na casa do vereador Massami Miki (PSL), no Parque 10, o que fez muita gente na Câmara lembrar imediatamente outra reunião, ocorrida no sítio do parlamentar nissei em 2010, em apoio à candidatura de Homero de Miranda Leão (PHS), que disputava a presidência com o mesmo Tayah e acabou derrotado com o voto decisivo do “japa”. A pergunta corrente na quinta-feira era: será que dessa vez ele muda de lado de novo, em cima da hora?

Takeushi

O que a maioria não sabe é que o voto de Massami não depende apenas dele. A influência da numerosa colônia japonesa, especialmente do executivo Paulo Takeushi, da Honda, é sempre determinante para a decisão do vereador. Foi o que aconteceu em 2010, quando eles pediram, na última hora, que ele mudasse de Homero para Tayah, o que garantiu a diferença mínima em favor do atual presidente.
Posse

O meio político se agita na segunda-feira (10), por conta da posse de quatro novos secretários de Estado: Rebecca Garcia, na Secretaria de Governo; Afonso Lobo, na Fazenda; Ivanhoé Mendes, na Política Fundiária, e George Tasso, que deixa a Segov para assumir a Unidade Gestora da Cidade Universitária, que também tem status de primeiro escalão.

Mudanças

Rebecca entregou, na quinta-feira (6), o apartamento que mantinha em um hotel de Brasília e apresentou carta se licenciando do mandato. Seu suplente, Luiz Fernando Nicolau (PSD), já cuida da mudança para a capital federal, onde não é um novato. Já exerceu o mesmo mandato em duas legislaturas. Ele aumenta ainda mais a bancada de seu partido, que já conta com outros três deputados amazonenses.

Estocolmo

Um pouco esquecida pela mídia, a Operação Estocolmo acaba de promover uma baixa internacional. Fontes da Coluna praticamente confirmaram que o empresário Vitório Nyenhuis não é mais cônsul honorário da Holanda, em Manaus. Vitório chegou a dizer que o nome dele foi confundido com o de um outro holandês acusado de pedofilia. Com esse argumento tentou confundir a opinião pública e quem sabe, a polícia. Chegou a dizer que voltaria a Manaus, para explicar tudo, no entanto, não fez nada disso.

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