Omar confirma candidatura ao Senado

O governador Omar Aziz confirmou, ontem, que renunciará no dia 4 de abril para se candidatar à vaga de senador nas próximas eleições. O anúncio foi feito durante a solenidade de inauguração da expansão do Hospital Francisca Mendes, na Cidade Nova, zona Norte.
“Saio dia 4 e passo a faixa ao meu vice-governador José Melo. A minha etapa de quatro anos no Governo foi cumprida, o processo político mostra que eu tenho que trabalhar ainda muito mais pelo Estado do Amazonas e só posso trabalhar com mandato. Sem mandato, ficaria difícil ajudar ao povo amazonense. Espero que, com o acúmulo de experiência que tive como governador, eu possa estar contribuindo no Senado Federal”, afirmou.
Omar Aziz disse que sai do Governo com a certeza de dever cumprido, uma vez que todos os seus compromissos de campanha foram ou estão sendo viabilizados.
Ele observa que no pouco tempo que teve para governar, conseguiu cumprir suas metas. “Vou sentir muita saudade, porque não tem nada mais especial do que governar um Estado. É a vida. Vai deixar saudade, mas eu acho que a minha etapa eu cumpri. Em apenas quatro anos nosso governo realizou muito, principalmente para ajudar as pessoas que precisavam”, comentou.
Já em clima de campanha, o governador enfatizou as obras já realizadas em seu governo e também as que vai deixar para José Melo concluir e inaugurar até o final do ano. “Eu estou deixando o Estado numa condição bastante boa para que ele (José Melo) possa continuar. Vou prestar contas de tudo isso para a população e para a imprensa”.
Seus últimos dias no Governo serão dedicados ao que deve ser sua plataforma de campanha: mais obras. Até a próxima semana, Omar tem uma agenda de inaugurações a cumprir. Hoje, ele vai a Coari, onde lança o programa Ronda no Bairro. Na sexta-feira (28), inaugura, no quilômetro 54 da rodovia AM-010, em Rio Preto da Eva, o Centro de Reabilitação de Dependentes Químicos e, no sábado (29), inaugura o Hospital de Humaitá e obras em Tapauá, com a agenda prosseguindo na próxima semana.

Composição
Sobre o processo político e as composições para as eleições, Omar Aziz disse que vão depender da conjuntura política. “Isso aí não sou eu quem vai dizer. Será a própria conjuntura política. Não tem como falar isso agora. São etapas. A primeira etapa é sair do Governo. Saindo do Governo, eu vou me ausentar um pouco, deixar o Melo governar. Ele é quem vai ser o governador e tocar o Estado. Não vai ter nenhuma ingerência e nem a minha presença física. Talvez, se precisar de algum conselho, eu estarei à disposição. Mas a pessoa, quando assume o governo, é governador cem por cento”, comentou, deixando nas entrelinhas seu apoio à candidatura de Melo, que deve concorrer à reeleição.

ZFM
Sobre a articulação para a votação, em segundo turno, na Câmara Federal, da PEC (proposta de emenda à Constituição) que prorroga por mais 50 anos os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, e, depois, no Senado, ele disse que ouviu do presidente da Câmara, deputado federal Henrique Alves, que deverá voltar à pauta depois da Semana Santa. Omar Aziz disse que falou com Alves na última sexta-feira. “Mas, no Congresso, você diz uma coisa hoje e amanhã pode não acontecer”.
Omar Aziz disse acreditar que a votação em segundo turno será mais fácil. “Agora, resolvendo a questão da Lei de Informática e as Áreas de Livre Comércio, que também não é difícil, será votado naturalmente com apoio das lideranças. Também não vejo dificuldade para ser votada no Senado”. Na opinião do governador, a aprovação pela maioria absoluta na votação em primeiro turno é a prova de que não há mais resistência no Congresso à prorrogação.
“O mais importante é que acabou aquela briga do Sul contra o Norte. Houve uma votação expressiva e não vi ninguém ir para a tribuna dizer que era contra a Zona Franca”, afirmou Omar, ao dizer que a vitória é fruto da mobilização de todos que atuaram em Brasília convencendo lideranças políticas a votar e a apoiar a prorrogação. “Ninguém é pai da criança, ninguém é herói. Todos fizeram sua obrigação. O povo nos elegeu para isso, para lutar pelos direitos do Estado do Amazonas, pelo desenvolvimento econômico e para lutar pelo Polo Industrial de Manaus”.

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