Omar Aziz e Amazonino tratarão da cheia com Ministério da Integração

O governador Omar Aziz (PSD) e o prefeito Amazonino Mendes (PDT) reúnem-se nesta quinta-feira, com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, para tratar da situação da cheia no Estado. A reunião, acertada na manhã de ontem, durante teleconferência com a presidente Dilma Rousseff (PT) e ministros, na qual também estava presente o prefeito de Manaus, será às 10h, no Centro Cultural Palácio Rio Negro. Também acompanharam a teleconferência, na sede do governo do Amazonas, na Compensa, o vice-governador José Melo, secretários e dirigentes de órgãos estaduais e membros das Forças Armadas.
Além do ministro e sua equipe, representantes de outros ministérios envolvidos com questões ligadas a transtornos naturais, a exemplo da pasta Agricultura, estarão na reunião desta quinta-feira em Manaus. Segundo o governador, além da ajuda humanitária que já vem sendo prestada pelo governo do Estado e prefeitura às famílias afetadas pela cheia, há uma preocupação com a questão dos serviços, como transporte e abastecimento, entre outros. Ele afirmou que já passa de R$ 33 milhões o prejuízo de pequenos e médios produtores do Estado que perderam toda a produção, por isso a presença do Ministério da Agricultura para discutir de que forma os agricultores serão socorridos.
Ao todo, mais de 70 mil famílias, sendo 10 mil na capital, foram afetadas pela cheia. De acordo com o governador, a presidente está a par dos números e disse que não vai medir esforços para ajudar. “Ela sabe que o número de famílias afetadas já passa de 70 mil no Estado. Em Manaus hoje são mais de 10 mil famílias, mas pela quantidade de igarapés que temos vai aumentar”, disse o governador, ao lembrar que ontem a cota do rio já está 66 centímetros acima da registrada no mesmo dia em 2009, quando o Estado registrou cheia recorde.
Uma das maiores preocupações, segundo Omar Aziz, é a questão da saúde, por isso já há uma grande mobilização por parte do governo e prefeitura para a limpeza dos igarapés. Sobre recursos financeiros, Omar Aziz disse que o assunto será tratado na reunião com o ministro, que em março já havia estado em Manaus, ocasião em que assinou convênios com o governo do Estado no valor de R$ 80 milhões para combater os efeitos da cheia e para o programa Água para Todos no Amazonas.

Entregas de cartões

Ontem equipes do governo começaram a viagem para as calhas do Purus e Alto Solimões para reiniciar, a partir de hoje, a entrega dos cartões Amazonas Solidário no valor de R$ 400 destinados às famílias atingidas pela cheia no interior. Serão beneficiadas cerca de 11,9 mil famílias em Pauini, Tapauá, Canutama e Lábrea, no Purus, além de Tabatinga, Benjamin Constant, Atalaia do Norte, São Paulo de Olivença, Amaturá, Tonantins e Santo Antônio do Içá, no alto Solimões. Mais de 10 mil famílias de Boca do Acre e municípios do Juruá já receberam os cartões.
Cerca de 36 servidores da Secretaria de Governo, sob o comando do vice-governador José Melo, e da Defesa Civil estadual estarão em ação nos municípios. No sábado, dia 12, está prevista a ida de um outro grupo para atender aos municípios de Anori, Anamã, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba.

Em Manaus

As ações emergenciais do governo do Amazonas para minimizar os impactos da cheia nas áreas alagadas avançam em oito áreas de Manaus. Desde a última quinta-feira, equipes da Defesa Civil do Estado, em parceria com outras secretarias estaduais trabalham em ações humanitárias de socorro às vítimas, como a construção de passarelas, entrega de madeira para erguer marombas nas casas, limpeza dos igarapés, distribuição de hipoclorito de sódio, além de ações de vigilância em saúde e assistência social.
Segundo o governador, a maioria das áreas afetadas está contemplada no Prosamin (Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus), desenvolvido pelo governo do Estado em parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). As famílias já estão cadastradas para serem remanejadas pelo programa para conjuntos residenciais construídos pelo governo do Estado ou serem indenizadas, o que deve acontecer entre o final de 2012 e o primeiro semestre de 2013. “Vamos retirar grande parte dessas pessoas que estão hoje debaixo d’água e, se Deus quiser, ano que vem elas não estarão mais nessa situação”, previu o governador.

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