As Olimpíadas terminaram hoje, domingo. Assisti todos os eventos que foram televisionados na TV aberta e nos canais pagos. Assisti às transmissões  nacionais e algumas de idioma inglês e espanhol. Também, pelo WhatsApp, recebi mensagens de amigos no exterior que me atualizavam constantemente. Alguns amigos em Tóquio me inundaram de informações a cada 10 minutos. Mas, o que me chamou a atenção nessa Olimpíada? Tudo, na verdade. O momento atual da História humana com a Pandemia foi o tom dos eventos. A falta de público foi absolutamente notada. Faz falta o calor humano e a energia do torcedor, ali, presente, gritando, torcendo mesmo, criticando, expondo a sua emoção. É lindo ser torcedor, mas não é fácil. Na verdade torcer é uma dinâmica solitária e pessoal. Mas, juntada com centenas e centenas, fica uma enorme turba de emoções difusas e convergentes. Por que não é fácil ser torcedor? Simples.

Porque você paga e se concentra para sofrer, para se angustiar, para estar na alma do seu atleta que está ali, competindo. O interessante é que você sofre,  fica chateado, se aborrece, se estressa, sabe disso e paga para viver todas essas emoções. Ou não faz mais nada até terminar a competição ou o jogo. Eu gosto disso? Não sei. Na verdade, para mim, não se trata de gostar ou não gostar. Trata-se de torcer. Só isso. Eu torço, mas não me empolgo, não brigo quando meu time ou o meu atleta não vão bem. Me emociono, sim, mas não explodo. Claro que nem sempre fui assim, mas, hoje, beirando os 63 anos, aprendi a ser assim. E até gosto. Outra coisa: não consigo torcer com amigos ao lado. Me lembro a primeira e última vez que eu assisti a um jogo de futebol em estádio, Foi o Mineirão, em Belo Horizonte e em 1972. Meu time perdeu. E isso me levou a vontade de assistir jogos em estádios.

Mas, o tempo passou e nas oportunidades do ensino acadêmico, fui nomeado…chefe de torcida! Rapaz ! Briguei muito, xinguei, aloprei mesmo, e conduzi a torcida à loucura. Foi um paradoxo, mas eu gostei muito de liderar a torcida…na época, nos anos 70. E, hoje, já maduro, considerado velho e idoso, isso não me apetece mais. Mas, não quer dizer que eu não faria de novo. Enfim! E agora, lembrando das Olímpiadas 2020, fiquei feliz e emocionado vendo aqueles jovens se esforçando depois de anos de treinamento, ali, em busca de uma medalha, ou de uma vitória, ou de uma marca, ou de um tempo, ou, apenas, pelo prazer de estar competindo com o que tem de melhor no mundo esportivo. Vi muitos atletas vibrarem pelos seu resultados, fruto do esforço de muito tempo,  muito desgaste, muita dieta, muito treino, treino e treino. Para muitos, não importava a medalha.

Bastou estar ali, competindo na Olimpíada. E isso foi lindo de ver. Aliás, sempre foi assim. Mas, lembrei das Olímpiadas dos anos 70 onde houve aquele ataque à delegação de Israel…triste, muito triste mesmo. Nada pior que usar o momento olímpico para se fazer política suja e covarde. Enfim, nessas Olimpíadas eu vi momentos dos atletas do nosso Brasil que ficaram marcados. Eu destaco alguns: a menina de 13 anos do skate, o baiano do remo e o jovem no boxe. Esses três e todos os atletas fizeram coisas que eu nunca fiz e nunca farei na vida. Todos são admiráveis, mesmo. Aliás, todos eles fizeram história. Todos os atletas, todos os times. E estão todos de parabéns mesmo ! Valeu !

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