Oferta de crédito potencializa formalização

O número de empreendimentos no Amazonas vem aumentando razoavelmente nos últimos anos. Dados da Jucea/AM (Junta Comercial do Estado do Amazonas) mostram que houve um aumento de 6,53% em 2011 com 6.610 novas empresas, comparado com o ano de 2010 (6.178). Já segundo pesquisa realizada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), 21.231 EI (Empreendedores Individuais) foram formalizados no Estado entre 2010 e 2011.
Um dos fatores que impulsionou a formalização desses empreendimentos foi a facilidade de acesso ao crédito. O gerente de Gestão Estratégica do Sebrae, Vicente Schettini, revela que R$ 12,2 milhões foram liberados pela Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) em 2011 para 3.292 empresas formais e informais, por meio de ações do Sebrae. O incentivo resultou em cerca de 9.876 postos de trabalhos mantidos e gerados.
Schettini afirma também que outras ações de crédito totalizaram mais de R$ 2 milhões liberados, junto ao Banco do Brasil, Basa (Banco da Amazônia) e CEF (Caixa Econômica Federal). Segundo o superintendente regional do Basa no Amazonas, José Bezerra, o banco financia implantação, realocação e modernização de empresas dos setores primário, secundário e terciário, através do FNO-MEI (programa de financiamento para concessão de financiamentos aos microempreendedores individuais).
“Não tem mágica. Oportunidade existe. O que você tem que ter é o conhecimento do negócio que quer implantar”, disse o consultor de empresas Evandro Palheta. Ele afirma que o candidato a empresário tem que estar atento, pois o mercado expulsa quem não está preparado.
Segundo o Sebrae, 80,3% dos empreendimentos individuais são dos setores de comércio e serviços e 19,7% estão divididos entre a indústria e a construção civil. Predominam os segmentos do comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios e de mercados em geral. Os segmentos de cabeleireiros, lanchonetes, comércio de cosméticos e produtos de perfumaria também tiveram crescimento. Ainda segundo o Sebrae, 55% desses empreendimentos são de Manaus, seguido por Itacoatiara (4,4%), Parintins (3,9%), Manacapuru (3%) e Maués (2,8%).

Cursos

Vicente Schettini destaca que cursos abrem um leque de opções para os microempresários. “Tivemos 12 seminários de Orientação e Acesso ao Crédito com Banco da Amazônia em nove municípios com 2.700 participantes, além de 267 atendimentos realizados pela CEF em sete municípios por meio da Agência Flutuante Chico Mendes”, afirma. O gerente ressalta o programa Próprio que oferece consultoria gratuita ao empreendedor sobre o setor que quer seguir. Só em 2011, foram 6.623 atendimentos.
Para Evandro Palheta, o setor de turismo tem uma boa perspectiva para quem quer começar um negócio, principalmente com a proximidade da Copa de 2014. “Temos aquilo que o mundo não tem”, disse o consultor referindo-se a biodiversidade do Estado.

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