https://www.jcam.com.br/Upload/images/Noticias/2019/Janeiro/Janeiro%20%2001/Janeiro%202/Colunistas/THOMAZ%20MEIRELLES.jpg
Não é possível aceitar que metade da nossa população viva na pobreza com tanta riqueza no Amazonas

Concordo, plenamente, com a afirmativa do ministro Paulo Guedes ao recomendar que o Amazonas procure novas matrizes econômicas. Aliás, recomendação afinada com o pensamento exposto pelo governador Wilson Lima durante a campanha eleitoral. Há décadas venho defendendo esse novo direcionamento nas páginas centenárias do Jornal do Commercio e no blog Thomaz Rural. Penso que chegou a hora, o momento de deixar o discurso da potencialidade e partir para a prática. Não é possível aceitar que metade da nossa população viva na pobreza com tanta riqueza no Amazonas. Insistem na defesa do modelo econômico da Zona Franca de Manaus os poucos que dele ainda se beneficiam.

Como dito anteriormente, esse modelo deixou metade do Amazonas vivendo na pobreza. Perdemos 50 anos, portanto, tempo suficiente para rever conceitos e comportamentos. Espero que, realmente, o governo federal faça sua parte viabilizando avanços ao setor primário local. Começando por determinar ao ministério da agricultura a utilização do instrumento de apoio à comercialização denominado de PEP (Prêmio para Escoamento do Produto) para uso nas remoções internas de produtos regionais no gigante Amazonas. Isso beneficiaria cadeias produtivas ligadas ao manejo, fibras, castanha, borracha, guaraná, cacau, entre tantas outras, garantindo preço justo aos homens e mulheres que estão mantendo a floresta em pé.  

Encontros na Faea

Já fazendo a sua parte dentro desse novo contexto que envolve a economia do Amazonas, o secretário de produção rural, Petrucio Magalhães Junior, reuniu com o Sistema Faea/Senar, presidido pelo Muni Lourenço, para levantar propostas que possibilitem o avanço das cadeias produtivas da avicultura e piscicultura. Entre as demandas surgidas, destaco:

Avicultura

  • Que o Governo Federal disponibilize o milho do estoque público através do instrumento chamado VEP (Valor para Escoamento do Produto);
  • Alteração dos limites do Programa Vendas em Balcão, operado pela Conab;
  • Taxar os ovos que vem do Mato Grosso. A proteção à  produção local foi pautada por vários presentes;
  • Apoio político para as demandas do setor;
  • Acesso ao estoque de milho e soja do Grupo AMAGGI;
  • Acesso a crédito para comprar milho diretamente de Mato Grosso, ou de outro estado;
  • Campanha publicitária destacando a qualidade do ovo regional, inclusive falando do SELO já existente;

Piscicultura

  • Agilidade no licenciamento ambiental, informatizar;
  • Acesso ao milho e soja do Grupo AMAGGI;
  • Baixar o preço da ração;
  • Reduzir a burocracia no acesso ao crédito;
  • Ampliar a assistência técnica;
  • Fiscalizar a entrada de peixe de outros estados;
  • Ampliar a construção de tanques;
  • Falta de profissionalismo dos produtores;
  • Intensificar a pesquisa sobre os parasitas;

*Thomaz Meirelles é servidor público federal, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected]

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email